quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ditadura do Consenso

Uma Voz da Guiné

Foto obtida no Palácio do Governador,  em dia de render a guarda,
ano de 1964, agora completamente degradado, destruído.
Não é novidade para ninguém que tenho pela Guiné-Bissau uma grande afeição, diria mesmo, saudade. Era inevitável, decorridos todos estes anos, desde Julho de 1963.
Outros, como bons portugas que são, sentem o mesmo por alguns locais de Angola, Moçambique, S. Tomé, Cabo Verde, Macau e Timor.
Quase nos esquecemos daqueles (ainda bastantes) que vivem neste mundo de Deus, manifestando os mesmíssimos sentimentos por Goa, Damão e Diu. Quase todas as semanas contacto com um bravo companheiro, camarada, que esteve prisioneiro na Índia, e traz sempre consigo, no carro, um livro sobre aqueles tempos ali vividos. Escrito não sei por quem...
 
Porquê este longo introito?
Para dizer que na barra lateral deste blogue, ou lá como se chama (?), adicionei um muito falado e corajoso blogue, da autoria de um jornalista guineense, António Aly Silva, um independente, que luta sozinho pela justiça, pela paz e denuncia as arbitrariedades, prepotências e completo desrespeito para com o seu povo, o mais pobre do mundo, que, ainda hoje, passados mais de quarenta anos, os seus naturais manifestam alguma saudade no tempo de permanência dos militares portugueses e por aquilo que lhe proporcionavam, que hoje, aqueles que dizem ser autoridades, lhes negam na mais revoltante acepção da palavra. Ou seja, não lhes dão nada.
 
A Ditadura do Consenso é, no meio da «floresta guineense», a única voz que denuncia as injustiças, as corrupções financeiras, do narcotráfico em que «quiseram» que o país em quem mandam, com o poder das armas, se tornasse naquilo que é, a grande placa giratória donde irradia, para os mais variados locais do mundo, toda a droga que vai, inexoravelmente, destruir vidas e fazer encher os bolsos de outros, que pouco se preocupam com aquilo que, ao consumidor final, vai provocar.
 
Certamente que serei, a partir de agora, sinalizado... como compreendem. Porque o polvo é um «bicho» que ainda não está em extinção...
Recomendo vivamente uma visita àquele blogue, aqui ou na barra lateral
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