sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Brumas da memória - 20

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Fillhos, Lda. (2)
 
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Voltamos com o segundo post sobre o assunto em título. A sua referência há uns dias atrás ficaria incompleta. Vamos dizer mais alguma coisa sobre este evento dos anos sessenta, século XX.
Efectivamente o Hernâni da Silva Gomes foi o autor da quase totalidade das letras que integravam o programa. Teve ainda a intervenção, na escrita, de alguns versos da autoria de Nelson Morais Rachinhas, que à data do seu falecimento em 11 de Novembro de 1987, prestava serviço naquela que foi a maior empresa do  concelho e do distrito no seu ramo. Há ainda um outro nome, que não se consegue identificar, mas que nos parece querer dizer «desconhecido».
Um quadro sinóptico que aqui vamos ainda apresentar mostra essas situações.
Deve ser ainda realçado que, como não podia deixar de ser, o autor de todas as músicas (originais) foi Manuel da Fonseca Morais, um dos técnicos de contas mais antigo que conhecemos.
Como depois se poderá confirmar, o programa começava com um hino - chamado Hino do Pessoal - que apresentaremos mais tarde, e, logo de seguida, uma peça de teatro, da autoria Eng.º Bastos Xavier - como também não podia deixar de ser - mais concretamente um drama em 3 actos, com encenação de António Manuel Vidal Xavier, intitulado 'O CORAÇÃO PRECISA DE AMAR'.
Infelizmente não temos qualquer original desta peça, mas nela participaram segundo os personagens da história:
- Dora Correia (no 1º acto) e Júlia Magalhães, depois.
-Hernâni Gomes, Rosa Fernandes, Vasco Reis (1º acto) e depois Manuel Lopes, Porfírio Resende, Maria de Lemos, Carlos Manuel, Graça Matos, Manuel Bento (Biscoito), Maria do Carmo, Vasco Reis (em 2ª figura) Joaquim Oliveira, António Bastos e Lucília Ferreira.
Este espectáculo teve a participação de uma vasta equipa, sendo a cada um atribuídas estas funções:
 
Ponto: - Alda Matos
Contra Regra: - Isolete Lavoura
Electricista: - Eduardo de Almeida
Carpinteiro: - Augusto Ferreira
Cenários: - J. Quintas
Decoradora: - Luísa Matos
Secretário: - Hernâni Gomes
 
A  acção decorre numa freguesia rural da região do Vouga, na actualidade (referida a 1966, como será lógico). A brochura do espectáculo tinha ainda uma pequena "resenha biográfica" do autor.
Fica, por complemento, a digitalização da folha onde se identificam os intervenientes antes citados e o nome dos personagens que interpretaram.
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Frases

Millôr Fernandes em 1998
Fonte: Wikipédia
As mensagens que recebemos regularmente de pessoas conhecidas (e às vezes desconhecidas), via e-mail, são do conteúdo mais variado e díspar. E «viajam» a uma velocidade enorme como sabemos. Porque as reenviamos às pessoas das nossas relações e conhecimentos e torna-se numa cadeia impossível de controlar e, até, evitar. É claro que evitamos, se não as reenviarmos.
Recebi ontem um desses mailes, que contém frases e pensamentos que me despertaram. Vi o autor e pesquisei para ver de quem se tratava. Era brasileiro, claro... de seu nome Millôr Fernandes.
Mas não invalida o valor do seu conteúdo. Da Wikipédia, àcerca desta personalidade, registo apenas o seguinte:
Milton Viola Fernandes (Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 1923 - 27 de Março 2012), mais conhecido como Millôr Fernandes, foi um desenhista (termo abrasileirado de caricaturista, creio), humorista, dramaturgo, tradutor e jornalista.
Esse mail, em Power Point, tem muitas dessas frases e pensamentos que transcrevo para quem aprecia este género:
  • Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem.
  • Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.
  • O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde.
  • De todas as taras sexuais, não existe nenhuma mais estranha que a abstinência.
  • Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.
  • Metade da vida é estragada pelos pais. A outra metade pelos filhos.
  • Se todos os homens recebessem exactamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo.
  • Um homem começa a ficar velho quando já prefere andar só do que mal acompanhado.
  • Erudito é um sujeito que tem mais cultura do que cabe nele.
  • O homem é um macaco que não deu certo.
  • Todo o homem nasce original e morre plágio.
  • A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.
  • As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando o seu stock de verdades.
  • Não devemos resistir às tentações: Elas podem não voltar.
  • Chato: Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos dele.
  • Esta é a verdade: A vida começa quando a gente sabe que ela não dura muito.
  • O dinheiro não dá felicidade, mas paga tudo o que ela gasta.
  • Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor.
Todas encerram um significado e um objectivo moral e filosófico. Mas gosto muito da primeira, porque ainda não há muito tempo tive oportunidade de viver uma situação que encaixa bem nela.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Brumas da memória - 19

Uma carta de condução?!


A alguma distância, rever alguns documentos ou fotos pode ocasionar reacções diversas. Saudade, nostalgia, alegria, estupefacção (que é o mesmo que admiração) e, talvez, começar a admitir ser impensável as coisas terem sido assim.
Quando olho para o documento aqui exposto, entre o misto de admiração e de espanto, cria-me também uma certa vontade de rir daquela triste figura... digo eu...
É que essa triste e inocente figura sou eu. Exactamente, tal e qual, sem tirar nem pôr!
Aquele documento, que não é original e único naquele tempo, era uma carta de condutor de velocípedes (bicicleta a pedais!). Que pode ser confirmada pelos dizeres impressos. Pois isto vem a propósito de alguma coisa que li neste espaço, àcerca da frequência da EICA - Escola Industrial e Comercial de Águeda, que existia naquele local onde hoje está o emblemático edifício do tribunal de Águeda, agora desmembrado por vários locais da cidade.
Fiz exame de admissão àquele estabelecimento de ensino e só entrava quem fosse aprovado. Mas havia a deslocação, porque não tínhamos autocarros que nos fossem buscar a casa. E as refeições? Quem tinha dinheiro ia comer a umas tascas que por ali existiam. Quem não tinha, levava umas couves cozidas com batatas. E quem não tinha uma coisa nem outra, ficava sem comer. Isto era verdade.
Nessa deslocação havia os comboios (muitos colegas dos lados de Sernada, Paradela do Vouga, Carvoeiro, etc.) e, em alternativa, restavam duas soluções: quem podia, ia de bicicleta, quem não podia, ia a pé.
Eu tive de me sujeitar a estas duas soluções. Mas para me prevenir numa delas, com 10 anos de idade, era necessário aquele documento, porque, se fosse apanhado pela GNR ou PVT, ia uma coima (termo muito comum actualmente e desconhecido naquele tempo) que nem uma semana de trabalho dava para a poder pagar.
Então há que habilitar com um documento, que se chamava, em termos abreviados, carta de condutor de velocípedes, para poder montar numa bicicleta e, desta forma, poder deslocar-se legalmente.
Neste caso, tem o nº 4195 e a chancela da assinatura é do Dr. Fausto Luiz de Oliveira, que foi presidente do município. Curiosamente, só agora reparei que não tem data. Como não importa direi, ao menos, que deveria ter sido por volta dos finais de 1952. Bolas, há tanto tempo já!
E estava legalmente prevista de que «Nos termos da Postura Municipal de 2-8-51, está autorizado a conduzir velocípedes...» 
As figurinhas a que éramos sujeitos...!!!
Mas não pensem que digo isto com outras intenções. Foi bom, muito bom...
Mas lá vem o velho princípio, de não desejar que isto se repita, nem com os meus netos!!!
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Coisas e Loisas - 38

O Cata-Vento que já foi

Antigamente era um meio eficaz de se obter água, fosse de um poço, fosse de um ribeiro que lhe passava ao lado.
Na freguesia de Valongo do Vouga, chegou a ser um equipamento bastante usado e que proliferava, com certa abundância, em determinados locais e propriedades.
Dos que restaram ficaram poucos e, desses, alguns ainda os conseguimos registar em fotografia. É o caso do que a imagem reproduz. Já não fomos a tempo de registar outros que por cá havia. Mas penso que há pessoas com imagens antigas desses famosos cata-ventos.
Um dos últimos a «morrer» era o que estava em pleno coração de Aguieira, mesmo encostado ao Largo de S. Miguel e que era propriedade de Carlos Pinho, cujo falecimento ocorreu ainda há poucos anos. Este, quando o vento lhe dava, era vê-lo a arrancar a água do ribeiro que passa ao lado.
A lei enexorável dos tempos encarregou-se de o fazer desaparecer. Já não resta, sequer, o já velhinho, que a fotografia registou para a imortalidade e para a memória.
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A agricultura da Bóca

Um projecto brejeiro, mas sério!
 
(Clique na imagem para aumentar)
Muita gente se lembra das terras da Bóca. Outra gente ouviu falar e outros, talvez, nem uma coisa nem outra. Certo é que se trata da uma longa faixa de terreno, que vai desde as proximidades do apeadeiro de Valongo, ali próximo da ponte que o comboio ainda utiliza, ao longo das margens do Marnel, e vai por aí abaixo até Lamas do Vouga.
Essa extensão de terreno foi em tempos mais recuados uma área de grande produção agrícola, principalmente no que respeita ao arroz. Os arrozais eram muitos e grandes. Ajudava à sua produção a água que o Marnel transportava.
O meu amigo Hernâni Gomes também lá chegou a ter uma gleba e, penso, foi o suficiente para inspirar aquilo que publicou em 1989 e que aqui reproduzimos. A este trabalho, com a sua parte brincalhona, não deixa de ter a interpretação construtiva e séria que o caso suscita. E, mais a mais, agora, que tanto se fala em reconversão e agricultura. Recorde-se a ideia que o Hernâni colocava no jornal «Valongo do Vouga» de Dezembro de 1989.

domingo, 26 de agosto de 2012

Brumas da memória - 18

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda. (1)

Um pouco «empurrado» pelo Hernâni (utiliza o pseudónimo de Hersilgo), que goza, agora, algumas delícias do tempo de aposentação, lá pelas «Lisboas» e, de vez em quando, ainda vem a Brunhido tratar dos seus interesses. Há pouco tempo tive o previlégio de com ele confraternizar, pois convidou-me para almoçar num dos intervalos do tempo que numa dessas deslocações foi possível. E lá fomos...
O «empurrão» é que como está no tempo da nostalgia, como muitos de nós, disse-me que tinha sido autor, ou co-autor, numa actividade de índole recreativa e cultural, de que me lembro, na empresa acima citada, onde ele desenvolvia a sua actividade profissional.
Ao relembrar-me esta passagem, localizou-me quem tinha os originais dessa festa do trabalho e lá fui à cata deles. Tudo bateu certo e há já uns tempos que lhe enviei, digitalizados, os originais. Terá ficado radianate.
É isso que, com sua permissão, venho aqui trazer, recordando ainda a muitos o que foi essa actividade, que tem de ser entendida e interpretada no contexto e no tempo em que foi realizada. Quando reli todos os textos, sem dúvida que foi reviver alguma coisa que, sabendo, não assisti, mas que delicia qualquer um.
Foi no ano de 1966 e teve como pano de fundo a inauguração dos Serviços Sociais daquela empresa, cuja digitalização da capa aqui deixamos aos saudosos e, agora, talvez, aos curiosos.
Vamos colocando aqui mais algumas digitalizações com essa intenção...
 

sábado, 25 de agosto de 2012

A nossa história

Respeitando a redacção original, há um livro bastante conhecido e consultado, digitalizado pelo Google e acessível no espaço cibernauta, cujo título se transcreve parcialmente:

COROGRAFIA PORTUGUEZA E DESCRIPÇAM TOPOGRÁFICA DO FAMOSO REYNO DE PORTUGAL
Tomo Segundo offerecido ao Sereníssimo Rey Dom Joam V Nosso Senhor
Autor o P. Antonio Carvalho da Costa
Segunda Edição
Braga:
Typographia de Domingos Gonçalves Gouveia
Rua Nova nº 45
1868

Aveiro - Praça Marquês de Pombal - Governo Civil, com o edifício ao fundo.
Do lado esquerdo foi, até há pouco tempo, a esquadra da PSP, antigo convento das Carmelitas
Ano de 1920
Deste livro, já várias vezes o temos citado e transcrito neste blogue, no que à história e às terras do Vouga ali se encontra descrito. E é bastante interessante esta consulta dada a profusa informação sobre estas mesmas terras e outras.
Hoje deixamos mais um naco dessa história, na digitalização que as limitações e as nossas «habilidades» e conhecimentos informáticos o permitem. Neste naco estão as terras do termo de Aveiro. Desta mesma obra já tivémos oportunidade de ler que, parece, Esgueira seria mais importante do que o local onde se situava a que viria a ser a cidade capital de distrito, hoje conhecida. A evolução inexorável dos tempos.
São interessantes as descrições da divisão administrativa das localidades, como o caso de Fermentões, ali citado pelo nome de «Fromontoes» na freguesia de Lamas. Atente-se na redacção como era a vila de Águeda e seus lugares, com a particularidade de dizer que esta está nas «margens do rio Sardão» As digitalizações estão legíveis e podem facilmente dizer o que falta. Tem o seu interesse.

Clique nas imagens para ampliar.
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Viva a festa da cidade!

E dizem que não há ideias!
Ideias há, o que não há são meios para as desenvolver.
Ou até outras coisas. Às vezes...
O que sei (e neste aspecto já estou atrazado) é que há fotos - porque estas foram tiradas por mim - idênticas e do mesmo local que andam e já percorreram mundo.
E eu também ajudo a dar um empurrão para ver se vão mais longe (!).
Estão a embelezar a Rua Luís de Camões, na cidade de Águeda, integrando o programa das festas da cidade - Agitágueda.
E até nem esqueceram a pintura dos degraus das escadas de acesso ao adro...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Graças a Deus!

Poema de Júlia Magalhães
(In jornal «Valongo do Vouga» de Janeiro de 1989)


Júlia Magalhães  numa foto de arquivo pessoal
Graças a Deus se está bom
Graças a Deus quando chove
Graças a Deus que chegámos
Ao ano de oitenta e nove

Graças a Deus p´la doença
Graças a Deus p´la saúde
Graças a Deus p´la fraqueza
Graças a Deus p´la virtude

Graças a Deus se há bens
Graças a Deus se os não há
Graças a Deus n´hora boa
Graças a Deus n´hora má

Graças a Deus se há miséria
Graças a Deus se há fartura
Graças a Deus se há alegria
Graças a Deus se há amargura

Tudo vem das Suas mãos
Louvado seja o Senhor
Quando somos bons cristãos
Não há alegria maior

Brunhido, 8-1-89




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Brumas da Memória - 17


O Futebol em Valongo do Vouga


Por trás do cruzeiro, à esquerda da foto, a primeira sede
 do Valonguense
Cartão comemorativo do 50º aniversário,
distribuído em 16 de Outubro de 2010
Já por aqui deixei uns cheirinhos sobre um modesto e simples trabalho que ando a tentar finalizar (aliás, já finalizei) e é por isso que a ele me refiro e desvendo só um pouquinho em termos muito resumidos. 
Olhava para uma fotografia actual, que fica registada nesta página e vai constar nesse trabalho e apenas para mostrar, a quem não sabia, que naquele local, no edifício que a foto mostra,  esteve ali instalada a primeira sede da Associação Desportiva Valonguense.
E porque algumas teorias que por cá abundam careciam de aprofundamento,   pois cheguei a confirmar, depois de muito trabalho de pesquisa, que o futebol em Valongo do Vouga e a sua evolução, mesmo o seu «nascimento», não estava de acordo com algumas delas que ia ouvindo e que, ainda hoje, as pessoas vão considerando como sendo a única onde teve o seu cordão umbilical ligado e, depois, o seu crescimento e evolução.
O chutos no couro aconteceram há já muitos anos e com uma história bastante diferente daquela cuja teoria ainda prevalece muito na memória dos amantes do futebol. Talvez porque não a conhecem e ninguém se deu ao trabalho de ir mais longe rebuscá-la.
O que muitos memorizaram e ainda constitui a parte principal do que é considerada alguma verdade - mas não toda - é que o nosso actual clube teve na sua fundação oficial  a uma ligação umbilical, como antes dizia, a uma outra colectividade - GDA - Grupo Desportivo Arrancadense - que a este terá dado continuidade. Há uma falha histórica nesta teoria que ainda é bastante firme e presente na opinião e conhecimento de alguns dos nossos conterrâneos. Mas não é totalmente verdade. Apenas parcialmente.
Porque só por esta teoria e por aquilo que muitos ainda se lembram, dava a entender que a prática do futebol na freguesia e particularmente em Arrancada do Vouga era muito recente, através de um clube popular (não oficializado, porque não inscrito na Associação de Futebol de Aveiro), quando, afinal, os primeiros pontapés foram muitos anos antes de ser «baptizado» um grupo popular conhecido por GDA-Grupo Desportivo Arrancadense. Este é de 1946, devidamente destacado na monografia de António Simões Estima «De Ualle Longum a Valongo do Vouga». Antes destas designações outras houve. Com longa ou curta duração,  não foi possível apurar. E ficamos por aqui, porque já fica muito material desvendado, que retira alguma expectativa àquilo que for feito deste trabalho, ainda em revisão e que vai ser entregue à respectiva direcção do nosso mais representativo e prestigiado clube desportivo da freguesia. Com 50 anos de actividade oficial!
Para depois poderem fazer o que for resolvido e as condições permitirem.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - LIV

No último capítulo deixamos a descrição de uma certa acalmia na vida de Joaquim Álvaro, após o cumprimento testamentário de Joaquim Mascarenhas, que este tinha feito, no sentido de aquele, que era seu primo, casasse com a sua filha mais velha.
Todos os enredos, complicações, perseguições, fugas, emigração durante cerca de dois anos, tinham terminado, pensava o Dr. José Joaquim da Silva Pinho na sua narrativa.
Joaquim Álvaro dedicou-se aos trabalhos de administração dos bens da agora esposa, D. Maria Mascarenhas,  «sendo noivo e  noivo feliz, porque via, enfim, realizado o mais belo sonho da sua vida e tinha cumprido a última e sagrada vontade de seu primo o fidalgo de Vilar e do Sobreiro.»
Assim decorreram tranquilamente alguns meses.
Não houve nenhuma perturbação, nenhum desgosto, nenhum dito desagradável até ao mês de Janeiro de 1852. Mas Aguieira desconfiava e esperava algum acto hostil de Torredeita.»
As notícias, contudo, corriam, apesar dos meios serem apenas os existentes através das pessoas. A família Bandeira da Gama, não tardaria muito, ficava a saber do regresso a Portugal das Meninas, do casamento em Travassô, mas, perante pessoas daquela estirpe da sociedade de então, guardava «as delicadezas e reservas naturais em pessoas de boa educação.»
Mas os receios mantinham-se em suspenso de qualquer movimento, mesmo subtil, dos Bandeira que voltassem a entender - termo aplicado pelo Dr. Pinho - com Joaquim Álvaro. E talvez com alguma justificação esse receio se colocava e justificava.
Em Aguieira estava ainda sob tutela e distante do olhar suave de sua mãe a Menina Casimira. D. Maria Carolina, a mãe desolada, tinha vivas saudades de suas filhas e desejava ver ao seu lado a filha mais nova, já que a mais velha não lhe poderia alegrar os dias da sua vida tão atribulada com uma simples carícia, perdida como estava, pelo seu casamento, não para as suas afeições, mas para a sua companhia e para a sua convivência.
Essa mãe abandonada sofria o horrível martírio de não ver, ao menos, a sua Casimirinha amada.

Coisas da Guiné - 39

O «Flecha» em Angola

Joaquim  Ferreira Pinto em Angola. E dizia ele
no verso da foto: tourada à Manuel dos Santos... olé...
Estas coisas da Guiné nem sempre parecem o que são. E, no caso de hoje, estando «estacionado» na Guiné, dávamos, por assim dizer, um saltinho a Angola. E era assim que o fazíamos:
Em 1963, a juventude de todas as terras de Portugal estava quase toda  «destacada» em terras africanas, «na defesa das suas províncias ultramarinas».
Ora, da freguesia, era fácil saber e contactar companheiros de escola, de brincadeiras, de passatempos (que os não havia), por essas lonjuras africanas, no que de místico e de mistério têm estas terras daquele grande e rico continente.
Foi assim que me veio parar às mãos esta fotografia, de um companheiro de passatempos dos costelos, das pescas ao cesto, dos jogos de futebol no Cabeço Gordo e de outras coisas mais.
Eu na Guiné.
E quem é o companheiro da fotografia? Falta desvendar....
Chama-se Joaquim Ferreira Pinto, é de Aguieira, foi parar a Angola e daqui enviou-me esta fotografia, como outras que tenho em meu poder. E foi através do SPM, que era, naquele tempo, um dos melhores e mais bem organizados serviços postais que os militares possuíam.
Aquele companheiro, que depois foi também emigrante, se não me engano, na Alemanha, e há já uns bons pares de anos que se encontra a residir em Aveiro, por ali próximo da praça do peixe, na freguesia da Vera Cruz.
Em Angola, esteve na localidade, pelo menos identificada no verso da fotografia, de Buela. Isto em 1964. E entre os amigos da tertúlia era conhecido pelo «Flecha». Lembram-se dele?



domingo, 19 de agosto de 2012

Posto da GNR em Arrancada

Uma permanência constante
- Já lá vão mais de 50 anos -

Estou mesmo em crer que alguém por aí, de soslaio, estará, cínicamente, com um sorriso amarelo, ao verificar que fiz um sub-título de «permanência constante». Para estes, sabemos qual era a resposta, já e imediata a dar. Não vale a pena. Porque no dia em que os governantes, sejam eles quais forem, decidirem "eliminar" do mapa o posto da GNR sito em Arrancada do Vouga, aqui-del-rei que vai muita gente protestar e discordar. Também eu.
Mas o motivo principal que me trouxe aqui sobre este posto da Autoridade que temos entre nós, são apenas para evidenciar factos históricos que estiveram na sua origem, que não têm nada de novo, pois ainda há pouco tempo foram motivo de publicação na Comunicação Social da região. E até nacional... quando fez 50 anos!!!
Recordo que este Posto da GNR, passou a ser e ainda é o único fora da sede concelho, mesmo quando as suas parcas instalações eram na Rua do Caldeireiro, ali por trás do posto da gasolina da Shell (agora da Repsol), melhor dizendo, por trás do hospital.
A sua criação data de 1961 e foi inaugurado em 27 de Maio de 1962.
Uma pessoa, pelo menos, que teve alguma influência junto do governo de então para que aqui fosse instalado aquele posto, segundo creio, foi António de Bastos Xavier, que se confirma, agora, que se tratava de uma necessidade numa densa área completamente desprotegida de segurança das populações e bem resguardada para alguns actos ilícitos.
Ficou instalado num edifício que era propriedade de Sousa Baptista, na Carreio, Largo dos Vidais, cujas instalações foram melhoradas ao longo do tempo e, naquela altura, era presidente da Câmara Municipal o engº Gil Pires Martins e tinha como vice-presidente (depois presidente) o engº José de Bastos Xavier, que bem conhecemos e irmão do referido António de Bastos Xavier.
Aqui deixamos duas fotos a recordar o posto, graças à disponibilidade do Filipe Vidal, sempre pronto para estas coisas. Ele só vai saber disto, quando aqui vier. Porque eu tratei-lhes (às fotos) da saúde através das suas publicações http://valongodovouga.blogs.sapo.pt
De qualquer forma, mantêm-se actualizadas as considerações que fez constar no post de 16 de Fevereiro de 2008, daquele blog, embora escritas em 2006. Isto, como ele diz, para ir lembrando, porque senão toda a gente se esquece num instante.
É de evidenciar que a acção deste posto abrange as freguesias de Valongo do Vouga, Macinhata do Vouga, Préstimo e Macieira de Alcoba.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Brumas da memória - 16

Valongo pára (parava) em Agosto

Tenho a sensação - não fui ver e, por isso, é que digo assim - que já aqui fiz passar este texto e esta história.
A imagem esclarece que se trata da minha colaboração no jornal Soberania do Povo, neste caso em 30 de Julho de 1982. No mesmo e por aquele tempo fazia inserir a minha colaboração habitual e abria sempre com um pequeno comentário. Naquela altura dizia que «Valongo pára em Agosto». Porquê? - perguntarão.
E eu explico.
Quando as condições de vida eram outras, chegava o mês de Agosto e era ver carros, carrinhos e carretas, carregados de tudo quanto era necessário para um mês e lá ia muita gente da freguesia até à praia da Barra.
Por isso, em Valongo do Vouga, nalguns casos, era visível que a população diminuía, porque ir à Barra naquele mês era o mesmo que encontrar alguém da freguesia em qualquer esquina daquela localidade da beira-mar.
Então, entre outras notícias, lá está naquele jornal um ponto de vista sobre o fenómeno que agora é mesmo, mas mesmo, muito raro. Primeiro, porque esvairam-se as condições para fazer o mesmo que há 30 anos. Segundo, porque não é preciso ir para lá «acampar» (alguns o faziam), porque, quem o tiver, basta meter-se em cima de quatro pneus e rumar atá ao farol da Barra.
Ou não será assim?
Ai, tempos, tempos!!!!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Blogues da Freguesia - 20

Valongo do Vouga - Acontece


É assim. Tal e qual o título que antes é destacado.
Ou seja, encontrei por aqui mais um blogue da freguesia! Quem é o autor(a)? Não sei. Ainda não consegui identificar. Mas talvez lá vá...
Mas não é por isso que não se destaca e se noticia. Está engraçado, interessante, bem enquadrado... que é isto que estou para aqui a dizer? Não tenho nada a opôr, então caluda.
O que importa é que se marque presença. Penso que é ainda relativamente recente. Mas vou ver já.
Você que lê estas 'coisitas' vá lá ver também. Eu só deixo aqui um clique daquilo que é.
O material é diverso, a pender para a notícia do que vai por cá (e arredores) acontecendo...
Já o adicionei aos meus companheiros de jornada. Pois então?!
Bem-vindo...

É aqui: http://valongodovouga-acontece.blogspot.pt/

PS-Sem querer alterar a redacção anterior, que já estava «fechada», venho dizer duas coisas:
1 - Já vi que afinal tem quase dois anos de viagem nesta auto-estrada cibernauta.
2 - Também - o que não é difícil - já vi os autores. São de cá, mas como não têm o «àcerca de mim» activado, entendo que devo ficar por aqui. Se não têm a sua identificação visível, é porque têm as suas razões. Por isso, e se assim fôr, respeito-as.

O incêndio de 1972

Que começou na Ponte de Santiago


Vista parcial da ponte de Santiago (Pessegueiro), onde passava o Vouguinha

Não temos presente a data exacta, mas foi por estes dias de há 40 anos que deflagrou um dos maiores incêndios que há memória, que se iniciou na ponte ferroviária do Poço de  Santiago, antes de Pessegueiro de Vouga. Sabemos que foi um ou dias antes de 20 de Agosto de 1972. Nesta data participava no casamento de um casal para o qual tinha sido convidado.
Naquela altura foi dito que a causa do incêndio terá sido uma das velhas máquinas a carvão do «Vouguinha» que por lá passava. E foi com esse pretexto que encerraram a circulação de comboios. Entretanto outros incêndios ocorerram e o «Vouguinha» já não existia. Não interessa agora para o caso esticar a conversa...
O certo é que a partir dos lados daquele local, devastou durante vários dias consecutivos milhares de hectares de árvores, mato, pinheiros e eucaliptos, além dos bens pessoais de muitas pessoas. E até uma vida foi ceifada, aqui mesmo ao lado no lugar da Cadaveira. Célebre, e fatídico também, neste lugar, a destruição da sua capela centenária que ali existia.
Aquele brutal e violento incêndio, durante esses dias, «comeu» tudo o que encontrava, passando pelas freguesias de Macinhata, Valongo, Talhadas, Préstimo e, segundo creio, não querendo mencionar com toda a certeza, terminou para além do Préstimo, muito próximo da Castanheira, pelos lados de Cabeço de Cão. Mas, como digo, é pormenor que agora não posso confirmar.
E naqueles idos anos de 70 ainda não haviam os equipamentos de combate a este flagelo, que nos consome todos os anos. O que pretendo destacar e rememorar é o acontecimento de horrendos momentos que passamos, mesmo aqui ao lado do lugar e nesta vasta área florestal.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Brumas da memória - 15

O equipamento da União Desportiva Mourisquense


Uma equipa de jovens do actual Mourisquense.
Em baixo, o Mourisquense, que era Grémio União
Mourisquense nos idos anos de trinta ou quarenta
Admito ter sido no dia 11 de Março de 2011 que contactei o conterrâneo (porque agora é de cá) Fernando Saraiva, para obter elementos que andava a pesquisar (já terminei), para encontrar e coleccionar factos àcerca do desporto local.
Para além dos elementos que o Saraiva forneceu e que estão descritos em local apropriado, outros houve que apenas interessam para a história do Mourisquense, pois parece que anda alguém já preocupado com ela. E uma dessas particularidades que o Saraiva contou e que sabe serem de fonte segura e fiável, por razões que agora não vêm ao caso e tal como aconteceu no Valonguense, os equipamentos daquele já prestigiado clube do nosso concelho tiveram uma origem bastante inédita e, talvez, original.
Porque é que os equipamentos oficiais daquele clube são triângulos em preto e branco?
E o Saraiva explicou. Houve um Mourisquense que além de desportista e por sê-lo, foi presidente da Direcção da Associação de Futebol de Lisboa, além de fundador, conforme é no mesmo publicado diariamente, do jornal desportivo A BOLA, que toda a gente conhece.
Falta dizer que o ilustre personagem era da Mourisca e dava pelo nome de Vicente de Melo, conforme o jornal A BOLA indica (ou indicava) junto do título respectivo.
Ora, este ilustre Mourisquense trouxe para os jovens do princípio do século XX, creio que por volta de 1929/1930, os equipamentos que haviam sido utilizados pela selecção da Associação de Futebol de Lisboa.
Como todos sabemos, a heraldica de Lisboa e das suas quase todas Instituições, entre elas a Associação referida, tinha por base a cor preta e branca desenhada em triângulos. Veja-se a heraldica da Câmara Municipal de Lisboa.
Vicente de Melo usava da sua influência para ajudar os jovens futebolistas da sua terra e foi assim que os equipamentos do Mourisquense foram adoptados como sempre os conhecemos. Note-se nas imagens acima reproduzidas, uma retirada da net e a segunda fazendo parte do nosso arquivo e que representa exactamente os elementos que, naquela data, faziam parte da equipa e que estão todos devidamente identificados.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A economia e a solidariedade europeia

Esta foto é do mesmo blogue aqui mencionado.
O título: Os submarinos em boas mãos.
Leia no mesmo endereço que abaixo se indica.
O título acima é de minha autoria.Um autor escandinavo, no seu blogue, trata este tema de uma forma muito simples, em linguagem acessível e que todos entendem. As informações dizem que é um jornalista amigo de Portugal. A escrever português como escreve e a saber o que sabe dos «bastidores» portugueses, não deve oferecer dúvidas.
Porém, não sendo intenção misturar aqui a política com a história das nossas Terras, acho, contudo, que como disse na página anterior, não podemos esquecer a nossa missão de informar.
Gostaria que visitassem este blogue, escrito em bom português, que até parece ter sido escrito para português entender. E, em conclusão, aquilo que é muito simples. Estamos «lixados» e não sei até quando. Vejam aquela de se pedir emprestado, a alto juro, àqueles a quem devíamos... e muito.
O título do artigo, que pelas informações até mim chegadas, parece ser de um especialista muito conhecedor dos problemas portugueses, a opinião é expressa num artigo cujo título é A CRISE QUE EMPURRA A EUROPA PARA A DIVISÃO.
É LINDO... VAI SER LINDO... VER A EUROPA (DES)UNIDA!


 

Liberalização da electricidade

Sobre este assunto, admito que também tenho outras obrigações informativas. E esta é uma delas.
Porém, se o pretendo fazer, tem de ser com a ajuda de prospectos que proliferam por aí e que talvez nos deixem mais confusos que esclarecidos.
Digitalizei e deixo um desses impressos, da Casa do Povo de Valongo do Vouga, na sua qualidade de distribuidora de energia eléctrica. Não vale a pena dissertar sobre este problema, o qual também me causa algumas tonturas, mas este esclarece mais alguma coisa, sem interesses comerciais, como alguns que já li e que, como de costume, enchem o papel de linguagem atractiva e nada mais.
Porém, posso adiantar uma pequena e simples opinião; faz-me lembrar a liberalização dos combustíveis. Dizia-se que com a liberalização o consumidor ficaria a ganhar, face à concorrência que passava a funcionar. É o que se vê.
Leia o folheto e, para ver melhor, clique na imagem.

Para tentar algum esclarecimento adicional, vá a este site:

http://www.deco.proteste.pt/casa/eletricidade-gas/noticia/liberalizacao-do-gas-e-eletricidade-datas-a-reter


domingo, 12 de agosto de 2012

Imagens Locais

Coisas da Guiné - 38

A secretaria versus turismo na Guiné

Penso que já o disse por estes lados que a minha vida da Guiné não foi para 'armar' em heroi. Também não foi assim tão descansada e despreocupada. Admito ser repetitivo. O que é certo é que por lá fiz um pouco de tudo e, como costumo dizer, até turismo...
Participei em operações, em emboscadas (que já também contei por cá), em patrulhas, em guardas às jangadas, principalmente aquela que agora tem uma ponte enorme feita por portugueses dos quais, ainda não há muito tempo, cheguei a contactar com um engenheiro que lá esteve alguns anos na direcção da sua construção. Trata-se de uma obra internacional que fica para contar em próxima historia.
Em cima, Ingoré 1964
Em baixo, Bula 1965
Esta ponte é  chamada a Ponte de S. Vicente, tal como o local de passagem da jangada - que atravessava o rio Cacheu transportando viaturas, pessoas (civis e militares) - que era a nossa tábua de salvação. Para fazer a segurança a esta geringonça, dormi lá algumas noites, no meio do rio, largo e enorme, principalmente quando de maré cheia.
Porque os cursos de água, na Guiné, como se sabe, são quase todos braços de mar e influenciados pelas marés, que lhe dão, quando os barcos por eles passavam maior ou menor calado.
Nste local - que me lembre de momento - também lá devem ter passado muitas vezes o Manuelda Garagem -  Manuel Silva Ferreira Martins - com oficina na Póvoa e ainda  o Armando Dinis Tavares dos Santos, do Carreiro, e com a loja da Cafer em Águeda. Penso que há mais que me sucederam em Ingoré, aquela povoção com muita população, mesmo nas barbas da fronteira com o Senegal. Já lá fui, algumas vezes... pela internet... e revejo como agora está e como era, nomeadamente aquilo a que se chamavam estradas (pior que alguns carreiros que temos por aqui).
Ora, para dizer, que a maior parte do meu tempo foi passado na secretaria, embora em termos militares nada tivesse a ver com a especialidade.
Então, em Ingoré, tive de substituir as funções do 1ºsargento, porque num acidente de jipe teve de ser evacuado para Lisboa. Depois acompanhei o serviço até vir embora, passando por Bula, sendo a secretaria numa casa alugada fora das instalações do aquartelamento. E depois em Bissau. Ajudei o homem da contabilidade (um alferes que não recordo o nome) a fechar as contas do Batalhão de Caçadores 510.
E são estas duas imagens que confirmam a situação. Na primeira, na varanda do edificío do comando, em Ingoré, onde estava situada a secretaria. Em baixo, à porta da mesma, mas  em Bula. Nesta com ar de quem espera o apito para iniciar o trabalho, ou à espera do chefe, que já tinha sido substiuído. Num caso e noutro, estava mesmo com ar de «grande trabalhador».


sábado, 11 de agosto de 2012

Movimento demográfico

Em Valongo do Vouga - ano de 1929


Há-de chegar um dia que todos passam frente
a esta porta, ou entram por ela
Os movimentos demográficos variam de acordo com vários factores, que não vamos dissecar, agora, pois a curiosidade que pretendemos apresentar é outra, embora intimamente ligada a este fenómeno sociológico. Deixemos para uma próxima oportunidade esta parte.
O que importa dar a conhecer era o que se passava, nesta matéria, no princípio do século XX, concretamente no ano de 1929.
Ocupava-se destas coisas António Rosa da Silva Magalhães, pessoa com quem contactávamos frequentemente, pois era sempre curioso ouvi-lo, como ele gostava de ouvir os outros.
Disse (escreveu) então, em 11 de Janeiro de 1930, que passava a dar balanço do rodar da humanidade em 1929, cá na freguesia: casamentos, 20: mortos, 36: nascimentos (baptizados) 75. E acrescentava esta frase pitoresca: «Enquanto que assim fôr, escuzam de recear que do mundo se extinga a humanidade!»  (Respeitada a ortografia da época).
Claro que estes números, na época, constituem alguma curiosidade, se comparados com os de agora. Atente-se, pelo menos, em dois, que constituem o pilar principal para o equilíbrio humano, em 1929: mortos 36. E agora, em poucos meses se atinge este número. Antigamente, como se sabe, era pelos baptizados que se verificava o outro equilibrio demográfico, pois em 1929, 75 baptizados (nascimentos), era obra, pois constituía mais do dobro dos óbitos verificados.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Coisas e Loisas - 37

Histórias de Caça - Manuel Rachinhas
A cadela «Coimbra»


Um grupo de amigos caçadores entre 1930-1940
Manuel Rachinhas é o segundo da esquerda, em cima, com «vestimentas»
da tropa que se usavam naquele tempo.
Se aqui fosse a desenvolver as histórias existentes àcerca de caça, desporto apaixonante do conterrâneo Manuel Ferreira Rachinhas, certamente que tínhamos de ocupar alguns «gigabytes» ou «himalaias» de espaço (já estou a ver por aí alguns sorrisos, por causa dos «himalaias»).
Um outro conterrâneo, amigo e antigo companheiro de escola, Avelino dos Santos Gomes, é um alforge sem fundo de histórias de antigamente. Sem querer retirar a primazia a outros, como, por exemplo, o «Pauleta» e o «Grijó». Esta até é muito simples, e sem grande impacto. O certo é que constituía um fenómeno, como animal, sempre fiel ao seu dono.
O ti Manuel Rachinhas tinham uma matilha de cães de caça fantástica. Penso que quem se aborrecia um pouco com isso era a sua mulher, a ti Celeste. Ele chegou a ter no seu quintal, devidamente «arrumadas» e tratadas algumas raposas.
Quando saía para a caça - um cumpridor rigoroso de todas as regraas e licenças, respeitando e protegendo como ninguém a natureza, para que esta lhe viesse a 'fornecer' a matéria para que pudesse praticar este salutar desporto.
Para não alongar e voltando à sua matilha de cães de caça, tinha uma cadela que nunca faltava à chamada quando o ti Manuel se preparava para dar uma volta pelos campos e matos dos arredores de Aguieira, quando não ia para mais longe.
A chamada era feita, do centro do lugar de Aguieira, naquele largo que fica próximo do Largo de S. Miguel. O apito utilizado era inimitável e a cadela, que dava pelo nome de «Coimbra» - que nada tinha a ver com a importante cidade da cultura do Mondego - estivesse onde estivesse, fosse qual fosse a distância, dizia o Avelino, que mal era vista a passar tal a corrida desenfreada que o animal desenvolvia para atender e cumprir tão sublime como responsável chamada para a caça. E após esse apito, apareciam cães de todos os lados, para uma sessão de caça, nem que fosse quase ao fim da tarde.
Tal como qualquer bombeiro, quando ouve a sirene.
Também conheci aquele animal, que merecia mais atenção que os outros animais que por aí andam na vertical....


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Coisas e Loisas - 36

Obras de caridade - remendos da sociedade


Foto do site Solidariedade.pt
Do que a seguir se respiga ainda há por aí muita boa gente que se lembra. E encontramos, há já muito tempo, esta prosa acerca das necessidades que, tal como hoje em outros moldes, se encontrava muita gente em confrangedora miséria. E aparece quem queira mitigar essa miséria, ou, antes, torná-la menos visível. Do que a seguir se diz, também fomos intervenientes, mas sempre na posição expectante de vir a ser beneficiado com aquilo que não tinha. Lá fui durante algumas vezes e anos. Nunca ninguém reparava que eu estava ali. Era sempre muita gente. Fazia sinais, esbracejava, mas ficava sempre preterido, esquecido, por ali abandonado, até que tudo debandava e lá vinha eu, cabisbaixo, triste, tendo perdido todas as esperanças de poder usufruir do que, nos meus olhos de criança, era um luxo.
Em 10 de Janeiro de 1953 [ia sair da escola primária daí a uns meses], era assim publicado na Comunicação Social, que, naquele tempo, não se chamava deste modo:

«No dia de Natal todas as crianças que frequentam as escolas primárias desta freguesia (mais de 400) receberam da Casa do Povo batas escolares [também tive uma, a primeira e a última] mandadas confeccionar por um bemfeitor generoso. Também os proprietários da fábrica de malhas e fios de lã, de Arrancada, continuando o gesto filantrópico e generoso mandaram distribuir no dia de Ano Novo mais de 400 camisolas de lã para crianças e velhos mais necessitados da freguesia, dádiva que sobe a muitos contos de reis. Deus lhe pague.»

Em 30 de Janeiro de 1954, aparece a mesma notícia. Também o repito: «Deus lhe pague».
Era efectivamente um gesto filantrópico e generoso, sendo aproveitado algum fio, que em vez de se deitar fora, servia para fazer peças de vestuário que muito jeito faziam a quem não tinha nada que vestir e até de comer. Como a selecção das pessoas era feita presencialmente (por caras), nunca a minha presença foi notada.
Não guardo esta imagem recordatória com laivos de revoltado. Antes pelo contrário. Porque tudo passou, tudo se venceu, tudo se resolveu. Ou melhor, está tudo na mesma. Mas havia coisas que, apesar da infantil idade, não passavam despercebidas. Ai não passavam, não, com a agravante que sentia... e muito... o desfecho e a atitude.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A arte de Talma

Na página anterior e em outras circunstâncias, quando se pretende focar a actividade de representar - o teatro - é muito comum dizer-se que esta arte é a arte de Talma.
Mas o que é ou quem foi Talma?
Isto tinha de ter uma origem. Refere-se a uma personalidade de nacionalidade francesa, cujo nome completo era François Joseph Talma (1763-1826), que foi actor trágico. Iniciou a sua vida profissional como dentista, mas em 1787 já representava no teatro francês. Aderiu às ideias da Revolução, e em 1789 ganhou grande prestígio e a protecção de Napoleão Bonaparte. Fundou o Teatro da Nação (actual Comédie Française). Mais tarde teve também a protecção de Luís XVIII. A sua técnica teatral foi revolucionária na arte de representar, que passou a ser mais natural.
Como sabemos, até ainda não há muitas décadas, a arte de representar traduzia-se muito pela entoação de voz um tanto declamada, digo eu.

Brumas da Memória - 14

Os teatros em Valongo do Vouga


Traseiras da Casa do Povo, onde se situava a secretaria antiga,
um grupo de jovens, nos quais eu incluído, que levou a efeito,
durante não sei quantas semanas, uma récita interessante.
O programa está digitalizado. Quando oportuno reaparecerá.
Foi apresentada, pela 1ª vez, em Setembro de 1961
Penso que não constitui qualquer exagero afirmar-se que a actividade de teatro, em Valongo do Vouga, viveu momentos altos em diversas épocas. E havia por cá bons actores que não deixavam os seus créditos por mãos alheias nesta Arte de Talma (ver página acima sobre este tema).
Também chegámos a fazer parte de alguns grupos que a esta salutar actividade cultural se dedicavam. E neste blogue já foram publicados alguns excertos daquilo que era feito com a participação de alguns colegas e amigos das tertúlias que existiram.
Vem à baila este problema dos teatros da freguesia porque há uns tempos atrás, quando nos dedicávamos à pesquisa sobre outros problemas e temas, aparece-nos sempre aquilo que não procuramos. E o que encontramos foi isto:
Em 21 de Abril de 1951 era noticiado que a «União Valonguense» deu duas récitas pela Páscoa, na Casa do Povo, que foram muito aplaudidas. Este grupo e esta designação «União Valonguense» tem a ver com uma forma peculiar que se usava naquele tempo para baptizar as colectividades de recreio e cultura. E tinha sede em Brunhido!
Em 2 de Fevereiro de 1952 havia mais uma notícia dando conta que «andam em ensaios dois grupos amadores de teatro nesta freguesia. Um em Aguieira, com o drama em 3 actos «Escravos e Senhores», outro em Brunhido, na sede da «União Valonguense» com a peça sacra em 4 actos e dois quadros, «Milagres de Santo António». Àvante rapazes, é no teatro das nossas aldeias que a mocidade encontra um alegre passatempo que instrui, civiliza e educa.»
Estas notícias eram da autoria de António Rosa da Silva Magalhães, que, sendo de Brunhido, residia em Fermentões, um grande apaixonado por esta actividade, para a qual deu muito do seu contributo.

*****
Quanto ao grupo de Aguieira, é da minha lembrança e assistência a esse espectáculo no qual participavam algumas pessoas que ainda estão entre nós. Tratava-se de uma história, em que entravam os «senhores» de uma época e aqueles que eram tratados desprezivelmente, em cujas personagens havia algumas a representar pessoas de cor.
Para os anos cinquenta, século XX, era políticamente arrojada a apresentação, mesmo em teatro, uma história que pretendia demonstrar que o racismo não era bem visto, ainda naquele tempo.

*****

No grupo da fotografia, estão alguns dos jovens «actores» desta récita, que foram: Matilde Gomes, Maria de Lurdes Rachinhas, Fernanda Morais, Rosa Morais Gomes, Elisabete Matos, Luísa Matos, Elizabete Meneses, Vítor Corga, Jorge Santos, Fernando Lages, José M. Ferreira, Álvaro Bastos, Jorge M. Gomes, Hernâni Gomes, Albino Ferreira e Fernando Tavares da Silva (conhecido por «Fernando Miúdo»), à frente, careca e com o chapéu na mão, de Brunhido. Havia outros intervenientes, como o Paulino Gomes, já falecido.

As crónicas de Adolfo Portela - 6

A imprensa de Águeda

Como não tenho com que ilustrar com uma digitalização mais
 antiga, vai esta que, ainda assim, corresponde à época deste post
e, também, é um dos que sobreviveu, não tendo sido infectado
pela febre que invadiu o concelho em recuadas épocas,
tornando-se o mais antigo.


Sempre que leio alguma coisa de «Águeda-crónica, paisagens, tradições» de Adolfo Portela, há-de aparecer sempre uns nacos de prosa bem disposta, além de histórica, mas também pitoresca e, na sua maioria, jocosa quanto baste para nos fazer sorrir, ao imaginar as figuras que a sua escrita deixa retratar. Já por aqui referimos essas situações jocosas e com algum (bastante) sentido satírico.
Tomamos a liberdade de retirar deste livro do insígne escritor e poeta de Águeda, da edição produzida pela Soberania do Povo Editora, SA, esta passagem àcerca da imprensa de Águeda. Páginas 154 - 155 desta edição.

*****

6. A arraia miúda da imprensa de Águeda.
Muita parra e pouca uva...

Quer ao lado, quer no cortejo do Fogo Vermelho, outras gazetas vieram a lume, na preocupação de imitarem o seu espírito leve e gracioso, ou com o propósito oculto - quem sabe lá?... - de honrar a terra, na personalidade equívoca e mal apercebida dos seus redactores. Com epígrafes mais ou menos extravagantes, tivemos os Pingalim (1883), Vesicatório (1884), Petiz Buliçoso (1885), Trinta Diabos (1886), Brados (1887), Aguedense (1888), Timbre (1891) Povo (1894); e, então, para compor o ramo, a Fé Católica, a rezar o seu terço beato para as bandas da Borralha. Houve ainda o Judas, num sábado de aleluia, a querer espertar num quarto de hora de bom humor toda aquela alegria esfuziante que deu lenda ao Fogo Vermelho.
E houve ainda... Mas não se chega a averiguar com precisão o nome, a data, e o programa de todos quantos jornalecos miúdos houve pela nossa terra. Era um, em cada ano; e, se os ventos não mudassem de rumo. Águeda, por aquele andar, bateria o record da imprensa jornalística, como algum dia bateu o record da americanice no seu noticiário pitoresco.
Não chegou a isso; e bom foi. Quase toda aquela arraia miúda da imprensa da terra entrou na vida, coxa de corpo e de espirito. Quando um jornal se dizia «independente, jocoso e noticiário», era certo que não noticiava nada, nem tinha graça, nem independência nenhuma; quando outro fazia acreditar que «não metia colher no caldeirão da política» logo a gente ficava sabendo que o novo galucho das milícias jornalísticas jamais seria capaz de matar a fome com outra espécie de rancho.
E, por aqui fora, tudo nasceu e tudo morreu, em breves minutos, sem um espirro que se ouvisse à porta da rua.

*****

Era esta a prosa de Adolfo Portela no que se refere à imprensa de Águeda no século XIX, princípio do século XX. Ou é da minha vista ou esta crónica tem semelhanças com alguma actualidade recente. Macacos me mordam!

Aviões a jacto?! Nem a escola sabia o que era!

O «fenómeno» que aqui conto, era parecido com este. Só que
 este tem quatro motores e deixa quatro rastos de fumo.
O que passou em 1953, tinha um motor e, como tal, só largava
um rasto de fumo, fazendo um desenho geométrico.
(Foto retirada da net)
Efectivamente nos anos 50 do século passado - não se esqueçam que já lá vão doze anos dentro do século XXI - nem as escolas sabiam aquilo que existia para nos poderem, a nós, chamados alunos, explicar o que era, o que existia.
Andava eu na escola primária de Arrancada. É isso mesmo. Naquele local onde agora estão edifícios novos, feitos há pouco tempo.
E andava aqui de volta de uns documentos antigos, quando dou com uma data e uma notícia.
A data era 18 de Abril de 1953. E o facto ocorrido neste dia colocou toda a população da freguesia (e do concelho de Águeda) em autêntica polvorosa.
No céu, aparece ao que hoje chamaríamos o OVNI (Objecto Voador Não Identificado). E esse objecto, cortando os ares, quase não se percebia nem vislumbrava a sua existência. Era pequenino lá no alto do céu.
E andava, andava, mas andava com uma velocidade tal, que nos deixava deslumbrados e aterrorizados. O ambiente era mesmo este. Até as professoras não estavam a achar grande piada àquilo que viam.
Largava um fumo branco, que ficava atrás do OVNI. E o OVNI fez uns circúlos, deixando um desenho muito simétrico e geométrico nos ares. Salvo erro, uma circunferência...
E o problema foi desvendado, disso me lembro.
Passado pouco tempo, chegava a notícia e a explicação para o que se passava. Era um avião a jacto! Isso mesmo, sem tirar nem pôr... um avião a jacto. De tamanho a sair para o pequenito. Mas que cagaceira nos pregou a nós imberbes crianças!
Já adulto, vi alguns deles, ou parecidos. Os FIAT, célebre, eficiente e pequeno aparelho da aviação militar que muito uso tiveram durante o período da guerra colonial.
Era mesmo a jacto. Não lhe foi adpatada nenhuma torneira para andar a jacto, como na história do Raúl Solnado.
Recordo ainda que quem desvendou esse mistério, foi um simples telefonema feito à moda antiga para Coimbra, creio, pela Nandinha (a filha da professora D. Maria Antónia, que todos conhecemos e conhecíamos e mãe  do meu amigo Filipe Vidal), cujo nome próprio é Maria Fernanda Valente Gomes dos Santos, desvendando em poucos minutos o mistério que estava a assustar a comunidade escolar e os habitantes da freguesia e do concelho.
Até os jornais disso fizeram eco e descreveram o acontecimento inédito.
Estamos em crer que foi o primeiro avião a jacto que atravessou os céus de Portugal e, quando chegou a esta região, lá demonstrou as suas capacidades. E os pilotos as suas habilidades...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Avião a jacto! O que é isso?



Aspecto actual das instalações escolares-Arrancada
Primeiro, é para dizer que estou de volta. Depois, apresentar as desculpas inerentes a todos os que aqui vieram e não encontraram qualquer novidade ou qualquer outra cousa para poder entreter ou passar os olhos. Em duas palavras: nada no horizonte.
Ainda há dias aqui veio cair um mail, a dizer que eu tenho andado ausente. Lá expliquei, com toda a delicadeza e respeito (penso eu), como todos os remetentes merecem, o que se passava. Penso que ficaram cientes e tranquilos.

Vou retomar os meus contactos - isto, de vez em quando, faz-nos sentir uma falta, por isso, para ter o verdadeiro sabor e o sentir essa ausência, também deve ser colocado em banho-maria. Por isso, vou reiniciar.

Agora passemos a ligar o título ao conteúdo? É que, andava na escola, quando aconteceu aquilo que se pensava ser um fenómeno.

E vai estar já no post seguinte. O que lá vou colocar faz parte das minhas lembranças e provoca nostalgia e perplexidade na comparação entre aquilo que era e existia, naquilo que se transformaram algumas coisas deste mundo 
e que nós desconhecíamos. O que não havia e o que agora existe. O que agora é banal e nesse tempo quase nem se pensava na sua existência, na utilidade... ou em nada...
Principalmente a partir do final de segunda guerra mundial. A qual nunca esquece, apesar de, pessoalmente, não me lembrar de nada, a não ser verificar a ausência de açúcar! Disso lembro-me, porque via por quem me alimentava que substituía este produto para adoçar por outros, que iriam ter a mesma função, mas mais fraco o efeito. Mais tarde fiquei a saber que o açúcar era racionado. Agora não! É chegar a umas prateleiras de alguns estabelecimentos e trazer o que é preciso e o que não é preciso. E em garotinhos, o quanto gostávamos das coisas doces!
Cuidado! Agora a cousa não deve ser assim.
Ok! Vamos lá a ver o que retenho em memória dos anos 50, quando andava na escola primária de Arrancada, mas cujas instalações nada tinham a ver com as que estão lá, e, nestas, por onde já passaram algumas gerações. Os edifícios parece que foram «construídos ontem».
E para não perder muito tempo, vamos ilustrar este «desabafo» com a foto dessa escola actual!
Até já....

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