terça-feira, 10 de abril de 2012

Compasso Pascal

A equipa da minha zona

Uma equipa na zona norte
Uma equipa na zona sul (Arrancada). Foto de Filipe Vidal.
Grupo Arrancada
O Compasso Pascal, na minha opinião, perde-se já na memória de uns tempos bastante antigos. Há quem admita que o Compasso Pascal tem origem numa tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.
Um pequeno grupo de paroquianos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita, com significado no Jesus Ressuscitado no dia de Páscoa. Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes da casa visitada beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração.
A esta tradição associaram-se diferentes formas de receber essa visita. Ela é vista como uma forma de confraternização dos membros da comunidade paroquial com a oferta de alimentos da quadra ou apenas uns minutos de repouso para o grupo itinerante. É também comum ser aproveitada para oferta de donativos pecuniários à paróquia, como cotização de obrigações paroquiais em conformidade com as disposições estabelecidas, nomeadamente com base na tradição e até no código de Direito Canónico.
Pois bem, por cá ainda se vai cumprindo a tradição porque há duas coisas para que isso aconteça: uma, é a de existirem voluntários e pessoas de boa vontade que a isso e para isso se disponibilizam; a outra é a de que ainda há moradores que o pretendem e franqueiam as suas portas a estes mensageiros.
Mas as coisas estão a decair muito e, como se sabe, já lá vão muitos anos, o Compasso Pascal, ou a Visita Pascal só se realizava em povoações relativamente pequenas. Já nos centros urbanos de alguma dimensão - não necessariamente grande - o Compasso Pascal é impraticável pelas dificuldades de deslocação que apresentam.
Imaginemos algumas das habitações desses centro urbanos, e não só, a existência de prédios de alguns andares (não são necessários muitos andares), em que subir e descer escadas dava cabo da paciência a um santo, além do incómodo e do tempo dispendido.
Mas esta tradição tem mais impacto e antiguidade noutras zonas do país, como, por exemplo, em Braga e outros territórios minhotos e até de outras zonas.
Mas tudo isto a propósito da equipa que por cá andou e que, com a sua colaboração, aqui a deixamos registada na foto.
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