sábado, 31 de março de 2012

Terras do Marnel

MARNEL: Sepultura de Peixes

Já lá vão mais de 40 anos!
Foi precisamente publicada em 7 de Agosto de 1971 a minha primeira reportagem no jornal Soberania do Povo, do qual era Editor e Redactor Principal o meu amigo Armor Pires Mota.
Em duas penadas cá conto o que foi. Em certo dia próximo daquela data, aparece no local onde ambos chegámos a trabalhar, um conterrâneo muito amante da pesca de rio, Horácio Alves de Almeida, que todos conhecemos com a sua loja em Valongo do Vouga.
O Horácio foi comunicar ao Armor que os cursos de água desde a Aguieira e indo por aí abaixo até ao Marnel, Lamas - porque depois eu não fui ver o estado do rio a seguir a Lamas, para os lados da Trofa e do seu «Poço do Fidalgo» - estava impestado de enormes quantidades de peixe morto. Ou seja, tinha começado um dos primeiros atentados ao ambiente na nossa região. Porque antes disto já existia, mas com baixo impacto, ao contrário do que este acontecimento originou.
Perante este facto, o Armor Pires Mota pediu ao Horácio que fosse à Foto Central, a Águeda, e que o sr. Gonçalves tirasse uma foto a um safio de água doce (creio que é assim que se chama), que era portador, de tamanho e peso consideráveis. Era a técnica daquele tempo. Que não havia. Foi a minha única fotografia, agora colada ao papel de jornal. Do rio, não tenho nenhuma, porque não havia máquina pessoal.
A mim, incumbiu-me o Armor da reportagem, de fazer contactos, procurar saber o que se passou e como passou, ouvindo as pessoas que deste facto tiveram conhecimento, e lá fui.
E o resultado foi isto que aqui deixo digitalizado, com montagem à minha maneira, porque neste caso de informática só sou/fui capaz de chegar até aqui.
O resto não vale a pena evidenciar. Foi um choque e uma repercussão enorme na região e fora dela. E a mim, estive quase a ser condenado por ter feito uma informação de importância e incomensurável valia e impacto. Foi quase uma revolta...
O que sabemos é que o Marnel, a partir do início de Agosto de 1971, nunca mais foi o mesmo.
Tenha lá um pouco de pachorra, clique nas imagens, amplia e pode ler...
A esta hora sou capaz de adivinhar! Não sabia? Eu sabia que não sabia...

domingo, 18 de março de 2012

Coisas e Loisas - 35

As coisas são assim...

A foto não está identifica. Nem nós a identificamos. Não seria correcto.
Na entrada, junto ao portão de acesso, há uma moradia na freguesia que tem, do lado de fora, para a rua, como é evidente, a placa que apresentamos ao lado.
Trata-se, como sabemos, de um provérbio popular.
Melhor dizendo, talvez um adágio.
Provérbio ou adágio, é quase a mesma coisa.
O que é certo é que achamos - apesar da hipotética interpretação de cada um - uma frase com grande verdade e muito certeira.
Porque é certo, também, que o mosaico ali colocado com estes dizeres está à porta de alguém que tem uma casa apresentável, com ares de bem apetrechada, pelo menos por fora e no telhado.
Felicidades para o seu proprietário e morador.
Honra lhe seja feita, porque talvez lhe tenha saído do corpo e de muito suor, para possuir um prédio com alguma notoriedade. Como outros que por aí estão, mas de outras posses.
Por mim, que também trabalhei e nunca tive uma baixa, sendo um dos beneficiários da segurança social que nunca provoquei grandes despesas ou prejuízos, para além do então designado abono de família - que também não era grande coisa, mas era mais do que agora que não é nada, para uma grande parte - durante todo o percurso da minha carreira contributiva. Acredite...

sábado, 17 de março de 2012

A Junta de Freguesia na história - 92

Casa de escola quase pronta


Se não foi este, foi outro edifício. Eram dois iguais.
Temos andado a acompanhar as actas da Junta de Freguesia, cronológicamente, e, como se sabe, a tomar contacto com o andamento das obras da construção das escolas.
E já manifestamos alguma curiosidade em saber quando terminaram as obras e o que é que aconteceu. É isso que se começa a vislumbrar no horizonte através da acta da sessão de 27 de Fevereiro de 1916, que a seguir se transcreve:

«Foi deliberado mandar pintar as colunas do alpendre da Escola bem assim colocar cortinas nas janelas das salas de aula da mesma. De acordo com o empreiteiro, foi também deliberado carrear a pedra da pedreira para junto da obra à razão de trinta e três centavos ($33) cada metro cúbico, e a areia à razão de dezassete centavos.
Finalmente foi deliberado que a Junta se constitua em Comissão e congregue a esta todos os cidadãos que dela pretendam fazer parte, para organizar uma festa cívica de comemoração pela inauguração do novo edifício escolar.»

Como não temos mais material para poder adiantar alguma coisa sobre a evolução dessa festa, aguardaremos por novas pesquisas, mas o que fica dito é o prenúncio que as escolas estavam na sua fase final de construção. Vamos a ver como foi essa festa de inauguração em 1916.

quinta-feira, 8 de março de 2012

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - LI
Igreja de S. Miguel, em Travassô, onde se
realizou a cerimónia religiosa do casamento.
Foto do site da diocese de aveiro
Reli o episódio da chegada do barco, que tinha atravessado a ria, numa noite de lua que fulgia esplendores retratados no espelho das águas sossegadas. Só se ouvia o som produzido pelo roçar das varas dos barqueiros nas bordas do barco e as tristes cantigas que eles entoavam para não dormir.
Após ter relido, pensei que a melhor forma de transmitir uma emoção, um sentimento, uma transição de quase duzentos anos, seria deixar correr a pena do Dr. José Joaquim da Silva Pinho, por ser de todo sensível ao quadro que o rodeava. Assim, transcrevemos textualmente o que foi a chegada a S. João de Loure, depois a Travassô, o casamento, a boda em casa de um histórico e conceituado advogado desta freguesia, o Dr. José Correia de Miranda:

«Ao amanhecer, clareando o primeiro alvor da madrugada, Angeja via-se toucada de gaze de um nevoeiro subtil, e, rio Vouga acima, dormindo ainda debaixo de toldos de palha os meus companheiros, eu entretinha-me a atirar aos mergulhões com a minha espingarda certeira.
O barco parou em São João de Loure para eu saltar em terra e ir a Eixo arranjar dois cavalos que levassem rapidamente a Aguieira Agostinho Pacheco e Joaquim Álvaro.
Os cavalos aprontaram-se depressa, cedidos por António Nunes Marques.
O dr. José Pereira estava em Eixo e quis ir a São João ver Joaquim Álvaro.
Fomos ambos a conversar por entre os cômoros do campo povoado de milheirais ainda viçosos.
Os dois irmãos partiram a cavalo e nós seguimos pelo Vouga até à Ponte da Rata e daí, já no rio Águeda, fomos surgir no porto do Amieiro, em Travassô.
Estávamos, enfim, na verdadeira terra da pátria.
Do Amieiro partimos para Travassô, subindo a encosta.

A Junta de Freguesia na história - 91

A inauguração da sede da Junta
Em 12 de Abril de 1959


Estes apontamentos blogueiros são lidos em Rio Grande do Sul, no Brasil.
Tínhamos prometido, há uns tempos atrás, que publicaríamos a acta que relata a cerimónia da inauguração do primeiro edifício da sede da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, cujo acto teve lugar em 12 de Abril de 1959, também como forma de dar a conhecer àqueles leitores e visitadores de Rio Grande do Sul, algumas facetas da terra de seus pais, e dos seus progenitores.
Porém, também tínhamos quase a certeza de que tal história já aqui tinha sido colocada. E fomos atrás dessa história, que encontramos e que se pode rever neste endereço:


Clique e vá até lá, para recordar.

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