quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 15

Nacos de história



Com a imprescindível autorização do presidente da Direcção desta nobre Instituição, andámos, há já uns poucos de meses atrás, nas consultas e pesquisas de algumas actas, à cata de elementos que não os que a seguir se tratam. Não encontramos o que perseguíamos.
Em contrapartida, foram encontrados factos relatados em actas que fazem hoje um naco de história daquela Instituição e do seu fundador Souza Baptista.
Salvo erro (porque apenas tomámos ligeiras notas dos factos) a acta de 25 de Novembro de 1962 deixou explícito que Souza Baptista não comparecia às reuniões desde 9 de Maio de 1961. E justifica nos seguintes termos: «...não se encontrando o presidente por se encontrar totalmente inutilizado». No nosso modesto conhecimento interpretativo, e cientes de que todos se manifestavam doridos sentimentos pela forçada ausência, terá sido aplicado um termo que podíamos classificar menos elegante: «inutilizado». É certo e sabido que Souza Baptista esteve bastante tempo doente antes do seu falecimento em 28 de Outubro de 1963.
Quando o desenlace acontece, a acta de 3 de Novembro de 1963, refere que a Direcção «resolveu suspender por trinta dias todos os divertimentos, em memória do presidente desta Casa do Povo, senhor Joaquim Soares de Souza Baptista, que foi seu fundador e grande benemérito.»
Souza Baptista foi o pilar da Casa do Povo, desempenhando nela todos os cargos dos órgãos sociais.
Curiosamente, em 1967, é também usado aquele termo «inutilizado» relativamente a um membro da direcção falecido e que foi presidente da Casa do Povo, Joaquim Marques da Silva Paula, de Aguieira, de que muitos se lembrarão ainda. Todos sabemos que não existe outra intenção que não fosse considerar, pela doença, a pessoa incapacitada para o desempenho do cargo. Nada mais...
Mas, na actualidade, aquele termo tem o seu quê de caricato...

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