sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

NA ÉPOCA DE NATAL



Um amigo, natural da freguesia e residente em Lisboa, já lá vão uns anitos, sugestionou-me com um vídeo idêntico. Lá fui à cata dele e aqui o deixo, porque o considero original, embora, certamente, haja quem não concorde muito. Mas na era digital e das novas tecnologias, como devemos encarar esta ideia? Natural, com a condescendência do espírito de Natal!
Porque ideias idênticas e interessantes, o Youtube tem lá mais... é só ir ver.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

INSUPORTÁVEL

QUEM AGUENTA?

Este blogue não foi criado para estas coisas. A ser verdade, também o tenho de usar para mostrar a minha indignação (mostrar indignação só, não chega)! Um amigo meu enviou-me este mail que vou procurar aqui reproduzir. E nem vou acrescentar mais nada, porque a este propósito, o que para aí há é demais e muito repetitivo! Diria escandaloso. Os anteriores eram escandalosos. Afinal, nada mudou!
E já me levaram mais de 200 Euros no subsídio de natal... que muita falta me fazem.
- Para o ano não há subsídios! Como vou pagar o seguro do meu bolinhas?
- Como vou pagar o IUC, na ordem de mais de uma centena de euros (para aí uns 150€) que é o normal dos carros de pequena cilindrada?
- Como vou pagar o IMI?
- Como vou pagar  o seguro da casa?
- Como vou aguentar e viver o dia a dia? Sempre metido em casa, para não gastar, mas mesmo assim...
Para ficarmos apenas por aqui.
Mas as comissões da troika, de centenas de milhões, têm de ser pagas!

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QUE LINDO EXEMPLO ! O tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares.
E anda esta corja a impor tantos sacrifícios a quem já não pode mais, para isto... Estes gajos não tem vergonha na cara! Que lindo exemplo!!!



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Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí, os nossos governantes pedem poupança, contenção e que façamos mais uma vez sacríficos ...Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros . A explicação dada, foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.
Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.
É uma vergonha! Depois queixem-se, o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.
O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...
Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.
Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso' Não há dinheiro, não há gastos.
Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenada
DIVULGUEM E REVOLTEM-SE

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Nota: Até aos asteriscos, o conteúdo é o do mail recebido. Só formatei o texto. Com estes exemplos, nomeadamente com o do carro do homem da lambreta, não vamos longe. Mas já agora estou em pulgas de curisoidade para ver o fundo da panela, se é que o fundo e a panela ainda existam...

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Nota: A seguir aos asteriscos, o conteúdo é o do mail recebido. Só formatei o texto. Com estes exemplos, nomeadamente com o do carro do homem da lambreta, não vamos longe. Mas já agora estou em pulgas de curisoidade para ver o fundo da panela, se é que o fundo e a panela ainda existam...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Futebol da casa

A. D. Valonguense - A. A. Macinhatense
Março de 2011
A Liga dos Últimos


Veja, ouça!


domingo, 4 de dezembro de 2011

Festas religiosas

A Solenidade de Nª Sª da Conceição

De vez em quando, e desde que goste (o que, certamente, não vai acontecer com outros visitadores), deixei previsto que aqui diria alguma coisa sobre este dia - 8 de Dezembro - que marca algumas celebrações no lugar de Arrancada, promovidas pela Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, a mais antiga instituição de índole religiosa existente na região, com 400 anos feitos em 2010.
O seu primeiro estatuto, o breve do Santo Padre Paulo Quinto, foi dado em Roma em 1610.

Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé», porque se canta nesta posição) é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão e, possivelmente, de toda a Igreja.
Composto originalmente em grego no final do século V, é de autor desconhecido. Sua autoria é atribuída a diversos personagens, porém não há nenhuma prova concludente e, possivelmente, talvez seja melhor assim.
Como disse um comentarista moderno, «é melhor que o hino seja anónimo. Assim é de todos porque é da Igreja». (transcrito, com a devida vénia, daqui)

A propósito deste evento e desta pequena história, este Hino vai ser cantado na Vigília da Sé (Aveiro), no dia 7 deste mês, com adaptações de um conhecido compositor de música litúrgica, António Cartageno (Padre) e que, em parte, está no vídeo que a seguir reproduzimos.
Foi apresentada, na sua versão original, em vários locais e celebrações importantes e de destaque, inclusivé do Vaticano com João Paulo II, e essa versão original tem uma duração de cerca de 45 minutos, só no canto. O que se reproduz, numa adaptação e autoria daquele compositor antes citado, tem cerca de 13 minutos... apenas.
Melhor que mais história e palavras, ouça a gravação, se o pretender. Destacamos, sem pretensiosismos ou qualquer outra intenção, a voz, em dueto, da soprano e da contralto, que, como se compreende, nem sequer conhecemos. A letra e a música está em várias partituras, e, como é bem de ver, na partitura que possuímos, que constituiu uma oportunidade para aprender.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Fundação Nª Sª Conceição

Momento de aniversário

Foi no passado dia 6 de Novembro. Idosos e não idosos, jovens e menos jovens, ali foram confraternizar num almoço de convívio, assinalando o 1º ano de utilização efectiva das novas instalações e já nove anos de actividade na freguesia!
Também me inscrevi e lá fui. Levei a máquina fotográfica e das fotos obtidas lembrei-me, só agora, de aqui deixar este slide. A pessoa da última foto do slide, faleceu esta semana.
Na próxima semana, para os católicos, celebra-se a Solenidade de Nª Sª da Conceição.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Brumas da memória - 11

Os topónimos de Valongo e arredores

Citando o livro do Padre Francisco Dias Ladeira, «Município de Águeda», edição do autor dos anos 80 século XX, II volume, damos conta da seguinte passagem no que a Valongo diz respeito.

Praça de S. Pedro, frente à igreja, após a sua urbanização.
A sobressair do telhado da casa do lado direito, a torre da igreja.

«Continuando com os étimos e topónimos de Valongo, da vila de Valongo faziam parte, cem anos antes da nacionalidade, dois casais, Melares e Lanheses, este existente e aquele desaparecido, por sinal que, em 1101, foram comprados por João Gondesende e sua mulher Ximena Froiaz (Forjaz): «et de uilla Ualle Longo Melares et Laneses». Nesse documento na alusão ao monte molas (mós), que se reveste de sentido, arqueológico-industrial, no termo molas ou mós. Lanheses, grafado Laneses e Laieses... provem do latim lagenas, anterior ao século XIII, vertido por lagens. Lavegadas, também do latim lavicata, de lavegar. Quintã, igualmente latina, de quintana, que dá quintã, pequena quinta, foi antiga vila ou seja vilar, vilarinho, vilela... Sabugal igualmente do latim sambucale. Mas também pode provir de sabugueiro, ou ainda de origem militar, pois sambuca, ou instrumento militar grego, semelhante à arpa, ou então também sambuca uma espécie de arma ou máquina de guerra, para atacar fortalezas. Talvez mais viável esta, por causa da presença do castrelo, agregado fortificado, ou das proximidades do castro do Marnel ou dos castros de Recardães, Castro de Além e de S. Jorge. Claro que esta última referenciação só aparece em plena idade média; vinha bem longe o conhecimento de S. Jorge, sendo os castros anteriores ao cristianismo. Damos por terminadas estas notas sobre os lugares habitados. Se fôssemos para os locais, de que só fizemos pura menção a um terço de Agadão (cf. I vol. esta freguesia), nunca mais tinha fim e surgem, com frequência, vocábulos da maioria dos povos que por aqui aportaram, o que só faremos na monografia de Aguada de Baixo, e para essa freguesia, que foi sede de município.»

Nós é que não damos por terminadas estas histórias, fidedignas ou com alguma fantasia, diga quem o souber, voltaremos a consultar o que nos legou o Padre Francisco Dias Ladeira.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Isto vale uma vida

Visitei, casualmente, o Facebook, e encontrei lá este vídeo que o Zé Martins «descobriu». Não sou insensível às coisas que a vida nos demonstra, nem sequer gosto de ouvir palavras como racismo, xenofobia e outras coisas que tais. Quero também, neste modesto sítio, partilhar do que muitos também manifestaram. Deixo aqui esse vídeo do Youtube.

Brumas da memória - 10

TOURAL - CASTRELO - CRASTELO

Folheando um dos volumes - neste caso o II volume - dos livros do Padre Francisco Dias Ladeira, um homem que dedicou grande parte da sua vida à história, publicou dois livros sobre os aspectos relevantes da história do concelho de Águeda e das suas freguesias.
Embora tarde, fica aqui cumprida a promessa feita a alguém residente no lugar do Toural, que ainda traria aqui alguma coisa das teorias históricas que contém e que se contam por aí, porque, dizia que do Toural não se conhece nada, quer no mapa, quer na história. O II volume do «Município de Águeda», edição do autor, sem data, creio que dos anos 80, século XX, como é lógico, na página 261 tem escrito o seguinte:
Casa de habitação antiga, no lugar de Lanheses, que fica de frente com o Toural
«Castrelo ou Crastelo, hoje simples situs, local, em frente de Lanheses e conhecido por Toural, foi pequeno castro ou castelo, mais provavelmente uma atalaia do Marnel. Digo assim mas lembro que, apesar de muito perto, os povos não se davam, não eram unidos. Foi um mal da Lusitânia. Aparece mencionado em 1050, num documento de Gonçalo Viegas, que estamos sempre a citar; no século XVII, em que se mantinha povoado, mencionado no registo paroquial e tem, no elemento castro, ou seja povoação fortificada ou castelo, o ter sido um forte celta, ou pré-latino no activo nos 500 anos antes de Cristo, até à chegada dos latinos. Tenha-se presente que castelo é diminuitivo de castro e é precisamente este caso: castrelo, castro pequeno, castelo.»

Aqui fica uma «amostra» do étimo e topónimo que nos legou aquele prelado, que foi muito conhecido no concelho (e nem só) e que, salvo erro, paroquiou Aguada de Baixo, antes de ter falecido.
E a minha promessa fica cumprida. Mas há mais, quando me for possível...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Souza Baptista

O QUE NOS DEU PARA FAZER E ESCREVER

Este é o título de um pequeno livro da autoria de Joaquim Soares de Souza Baptista, editado em 1943, impresso na Tipografia Aguedense, em Águeda, naquele ano.
Estive com este livro na mão, hoje, dia 21 de Novembro do ano da graça de 2011!
Li um pouquinho desse livro, pois que o tive de deixar no mesmo local. Respeitei as instruções existentes.
Do pouco que li, fiquei desde já com uma perspectiva do que aquele benemérito tinha em projecto para a freguesia. E um deles era um clamor de que nada existia nesta terra que fosse ao fundo das questões e justificasse, pela história, pelas pesquisas e pelo trabalho que estas coisas dão, saber como nasceu o lugar da Arrancada, como eram as primeiras palhotas (disse cabanas do século X) que deram origem àquele grande aglomerado de cerca de 700 almas (no tempo de 1943) e um casario em todo o lado e bem conservado.
E dizia ainda que quando passava pela estrada principal e olhava para as casas antigas, admirava os seus umbrais, as almofadas (como se diz técnica e historicamente) das janelas, as datas que uma e outra tinham de 1690, com dizeres do género, que agora tenho de inventar: «Esta janela foi construída em 1595 por Tomé não sei quantos.»
E Souza Baptista interrogava-se: «Ninguém ainda se preocupou em saber que foi este tal Tomé que edificou aquela obra [de arte] e desse conhecimento aos contemporâneos quem foi o artista que realizou tais obras.»
É esta, mais ou menos, a ideia das linhas que lemos em diagonal.
Efectivamente é confrangedor verificar que se destruam algumas obras arquitectónicas históricas que existem ou já existiram.
É certo que não há apoios que possam travar esta destruição e as pessoas vão necessitando desses espaços. E a degradação também ajuda um pouco.
Mas Souza Baptista, neste livro, prova que era um homem de largos horizontes e via à distância os problemas que se provocavam ou iriam provocar antes de acontecerem. E muitos já aconteceram.
E depois, saber-se da história da nossa terra, de algumas pessoas ilustres, de algumas instituições, etc., nada há pesquisado e escrito que se deixe àqueles que hão-de ser os próximos continuadores deste Valle Longum. Ele apontava isto no livro!
Quando quiserem saber alguma coisa da sua terra, não há, porque salvo um ou outro, que o fez, os restantes nada fizeram, nada fazem...
Temos um trabalho em mãos há um ano. Ainda não terminou. Mas pelo que temos e já realizámos, agora tem de terminar, não com a rapidez desejada, mas com a pachorra que temos de aguentar até  chegar... ao fim...
Voltaremos a este caso do livro de Souza Baptista... escrito assim mesmo no livro, melhor, Joaquim Soares de Souza Baptista.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Junta de Freguesia na história - 89


Eleições
A casa da escola - Mais um passo

Foi feita uma «visita» à acta da sessão da Junta de Freguesia de 9 de Janeiro de 1916. Esta acta faz realçar um aspecto histórico interessante: a eleição.
Essa eleição era feita apenas entre os membros da Junta, pelo que a seguir se transcreve. Diz assim: «Em seguida foi interrompida a sessão para se proceder à eleição do presidente que há-de servir no corrente ano. Feito o escrutínio, verificou-se que a eleição recaiu no actual presidente (Álvaro de Oliveira Bastos), pelo que este continuou no seu lugar, no exercício das suas funções.»
O presidente nem se levantou. Continuou no seu lugar!


A casa de escola
É um termo que continua a ser usado nas actas dos distantes anos de 1915... 1916! Não sei porquê, mas poderia ter sido chamada de Escola Primária. Mas não, o termo utilizado era «casa de escola». Pronto, está bem, nós sabemos o que é....
«Seguidamente foram lidas as condições e caderno de encargos da empreitada da segunda tarefa da construção do projecto da casa de escola desta freguesia, as quais depois de devidamente apreciadas foram aprovadas. Foi também deliberado passar editais para a arrematação da dita tarefa, cuja arrematação tera lugar no próximo dia trinta, para o que fica já convocada a sessão extraordinária.»

Uma nota:
A foto que ilustra este post, refere-se ao primeiro edifício da sede da Junta de Freguesia, construído no tempo em que fazia parte da Junta, Joaquim Ferreira Rachinhas, de Carvalhal da Portela e que a esta obra dedicou muito do seu tempo e interesse. Este edifício foi demolido e construída a sede actual.
Claro que esta nota tem uma intenção própria. Não pelo enaltecimento da pessoa, que não necessita, mas pela curiosidade que outros terão em saber. Prometo solicitar fotocópias das actas do tempo que este conterrâneo fez parte da autarquia, em tempos mais recentes que os que tem sido postados. Temos «visitadores» do blogue que terão interesse em conhecer esses pormenores históricos.
A nossa intenção era a de continuar as datas cronológicamente, apontando em cada uma delas, aquilo que se passou. Vamos fazer esta alteração atendendo ao interesse que suscita saber de algumas «estórias» do tempo da Junta daquele Valonguense de Carvalhal da Portela.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A ponte do rio Vouga

Desaparece uma obra de arte e um marco histórico de Portugal?
Como prometido, embora o tempo continuasse a não favorecer, fomos à ponte do rio Vouga verificar o estado resultante do seu desabamento no passado sábado à noite, seriam cerca de 21 horas.

O seu estado agora:



antes:



Alguns dados históricos já por aqui escritos:
Segundo um letreiro existente, no ano de 1713 o rei D. João V mandou fazer a obra. Mas este letreiro, dizem os especialistas, dizia respeito apenas a obras de «reforma e de acrescentamento de alguns vãos.» Há uma outra, anterior a esta, ordenada por D. João III.
Dizia-se desta ponte que era quinhentista. E segundo o Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Aveiro, Zona Sul, edição de 1959, que muitos conhecem, cita que «Em carta ou alvará de 26 de Fevereiro de 1529 nomeava este rei a Jerónimo Gonçalves, fidaldo escudeiro, residente em S. Pedro do Sul, vedor e recebedor da obra da ponte que ora mando fazer no rio Vouga e sull. Foi seu construtor Mestre Ryanho (mestre que foy da obra da ponte de dita villa). Residia este nesta mesma vila de Vouga ainda em 1552.»
Segundo aquela obra histórica esta «ponte foi adaptada ao novo sistema de viação no século XIX e alargada em 1930 pela Junta Autónoma das Estradas, como outro letreiro esclarece. Este alargamento realizou-se por meio de grandes cahorros de cimento, que suportam não só os passeios como também a parte da faixa de rodagem.»
Há outros dados históricos interessantes, que se prescindem neste facto relacionado com o desabamento de toda a área do tabuleiro da parte central da ponte. Basta verificar uma e outra foto. Foi exactamente o pilar central que acabou por ruir ou o tabuleiro, que agora se pode analisar, é constituído apenas de algum material de grés, muito abundante na região.
E agora?
Não pretendemos ser profetas da desgraça, mas certamente que nada mais resta que não considerar, como dizia um autarca da zona, toda a história, a arte e a beleza, considerando aquele monumento completamente perdido, e como alternativa ser completamente demolido o que resta, até às margens ídilicas do rio Vouga. Ou seja, desaparece tudo o que era ponte...
Não acreditamos que seja esta a fácil e simples solução, fazendo desaparecer toda a história de um naco deste país... como o tem sido de outros locais com situações de história idênticas.
Aqui, neste caso, temos a salientar que não houve desastres pessoais. A vítima, que não ganhou para o susto, quando se viu envolvido e arrastado por todo aquele monte de aterro e pedregulhos, já teve alta e voltou à sua casa.
Ficamos por aqui, pois as considerações poderiam ser muitas mais...

domingo, 13 de novembro de 2011

A ponte do rio Vouga

SIMPLESMENTE RUIU......

ABRIMOS ESTA MENSAGEM PARA DIZER, PRINCIPALMENTE AOS DE LONGE, QUE A PONTE QUE ESTÁ RETRATADA NO POST ANTERIOR E DA QUAL AQUI REPETIMOS UMA IMAGEM IDÊNTICA, RUIU ONTEM À NOITE!


EFECTIVAMENTE A PARTE CENTRAL DO TABULEIRO CAIU AO RIO E, COM ELA, UMA PESSOA QUE CASUALMENTE E NAQUELE INSTANTE IA A PASSAR. NÃO TEMOS A IDENTIFICAÇÃO DA VÍTIMA, MAS SABE-SE QUE ESTÁ INTERNADA NOS HOSPITAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, SENDO TRANSPORTADO, EM PRIMEIRO LUGAR, AO HOSPITAL DE ÁGUEDA. DAQUI FOI PARA AVEIRO E DESTA CIDADE PARA A DE COIMBRA.

HOJE O TEMPO NÃO AJUDOU. MAS AMANHÃ IREMOS AO LOCAL OBTER UMAS FOTOS DO ESTADO QUE A PONTE APRESENTA APÓS TER RUÍDO AQUELA PARTE QUE, DIGA-SE, ERA VISÍVEL O SEU MAU ESTADO.

E O INTERESSADO PRESIDENTE DA JUNTA DE LAMAS, ALCIDES DE JESUS, CLAMOU DURANTE ALGUNS ANOS, ANTEVENDO ESTA FATALIDADE QUE A INCÚRIA, O DESLEIXO E O DESINTERESSE HUMANO VOTARAM A PONTE E AS CONSEQUÊNCIAS QUE ORIGINOU!

SITUAÇÕES COMO ESTA, COMEÇAM A SER DEMAIS!!!!!!!


sábado, 12 de novembro de 2011

Carvalhal da Portela - Porto Alegre RGS

Uma ligação Luso - Brasileira
Esta montagem de fotografias, no formato "gif", surgiu da ideia resultante da existência de um contacto entre este blogue e o Brasil, por mail.
Lembrei-me de dedicar algumas imagens a alguém que naquele grande país está há muitos anos radicado, com toda a sua família, sendo um dos membros, do tronco comum, do lugar acima intitulado. O outro cônjuge é de Alquerubim, o qual tive oportunidade de contactar e conhecer pessoalmente.
Por outro lado, é lógico acrescentar que aquele casal tem os seus descendentes, já adultos, como se compreende, tendo um destes feito um contacto através dos comentários do blogue.
A evolução resultou em que acabámos por verificar que se trata de um Luso-Brasileiro, filho daquele casal de portugueses.
Desta forma, a surpresa, que o foi certamente, e agradável, provocou a recordação de algumas imagens do lugar onde nasceu e cresceu a progenitora deste tão querido como agradável encontro que o blogue nos proporcionou.
Espero ter contribuído para que as raízes se consolidem e ao "Carlos" sejam relembradas algumas das fotos que o fizeram despertar e reagir positivamente com o seu comentário já publicado.
Espero também que este post e estas fotos sejam apreciadas por seus pais.
Como se compreende, as intimidades e o respeito que merece a privacidade obriga-me a que não vá mais além do exposto, porque não seria de bom tom estar aqui a denunciar identidades pela internet.
As fotos mereciam e deviam ter algum comentário ou esclarecimento, e até algumas identificações, para melhor recordar. Para obter estes efeitos costumava usar o Slide.com, mas como vão fechar a 6 de Março próximo, pedem a retirada de todo o material ali armazenado.
Assim utilizamos um software com o qual não estamos muito familiarizados. E deu nas fotos que conseguimos organizar no formato gif já antes referido.
Espero que fiquem em condições de serem analisadas e vistas no Brasil. Com um agrande abraço.
Até sempre...

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - XLIX

No último episódio, já lá vão umas semanas, deixámos a história numa posição de regresso a Portugal das Meninas Mascarenhas e do seu tutor.

A juzante desta ponte estava o barco dos Abadinhos, que se deslocou a Ovar
Como se sabe, dizia o narrador, «não falo com mais largueza do que em França se passou, por não ter sido testemunha presencial, e porque já lá vão muitos anos depois que Joaquim Álvaro regressou ao país e contava interessantes episódios acontecidos na sua estadia em Bordéus, tendo-me esquecido de todas as particularidades desses episódios e preferindo, por isso, não os referir, a contá-los imperfeitos e obscuros.»
Receberam esmerada educação, já foi citada antes. Entretanto em Aguieira as coisas evoluíam e organizavam-se para o regresso de França. Para o efeito, reuniu um conselho de família íntimo, de que o Dr. José Joaquim da Silva Pinho fez parte, ficando assente que as Meninas voltassem a Portugal, logo que a mais velha completasse doze anos de idade.
Esta era a idade de casamento, segundo a lei e esta resolução foi considerada necessária. É que havia perspectivas de que realizado o consórcio a situação de «guerrilha» das famílias de Aguieira e Torredeita acalmassem, cessando perseguições, conflitos, tribunais e tudo o que as trazia desavindas.
Ou seja, havia a esperança que a família Bandeira «teria de depôr definitivamente as armas de combate.», dizia o narrador.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 18

10º Casa Mágica
Festival de Marionetas

Já se tornou uma rotina o Festival de Marionetas, que se realiza habitualmente na Casa do Povo de Valongo do Vouga. Este evento de índole cultural, tem um apelativo cartaz que aqui deixamos divulgado, da autoria do nosso amigo e entusiasta desta actividade Filipe Vidal.
É com prazer que colaboramos com o Filipe e com a Casa do Povo na divulgação desta actividade, que vai evoluindo à medida que as pessoas vão tomando conhecimento e contacto com estas iniciativas. De outro modo, nem sequer a chegavam a conhecer.
Vá até à Casa do Povo nos dias 18 de Novembro (às 14:30h e 21:30h) 19 (às 21:30h) e dia 20 (às 21:30h). Vai ver que vale a pena, principalmente para a pequenada com programa próprio. O espectáculo do dia 18 às 14:30h (sexta-feira) é dedicado gratuitamente às Instituições da freguesia e seus utentes. Em cada um dos dias há um espectáculo diferente.
O cartaz é este:

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A vida do idoso

Fundação Nª Sª da Conceição
da Freguesia de Valongo do Vouga

Frente do edifício da Fundação Nª Sª da Conceição
Hoje passámos pelas instalações da fundação, no intuito de ali deixar, a pedido da responsável técnica, algumas fotografias.
Essas fotografias registaram momentos do almoço comemorativo do primeiro ano de utilização das novas e modelares instalações e nove anos de actividade em prol dos idosos da freguesia, que veio colmatar uma necessidade social que se fazia sentir há muito.
Na recepção daquela instituição estava lá um pequeno e interessante desdobrável, cujo conteúdo resume as actividades realizadas durante o mês de Outubro e as que estão calendarizadas para o mês de Novembro.

Desse desdobrável deixamos por aqui digitalizada a primeira página.
E para dizer que nos despertou a atenção o que, em letra pequenina, se encontra escrito, e que diz o seguinte:

Novembro, é o mês de todos os santos
E em especial, mês de S. Martinho
O Santo que rasgou a sua capa
Para dar metade a um velhinho
O mês em que nos lembram as castanhas
E se faz, nas adegas, a prova do vinho

Autora: Júlia Magalhães (como não podia deixar de ser)
Utente da Instituição, poetisa popular, com alguns livros de poesia publicados

domingo, 30 de outubro de 2011

A Junta de Freguesia na história - 88

As passagens de nível em 1915

Sobre a história das passagens de nível dos caminhos de ferro, que por aqui já passámos com diversos episódios, relacionados com acontecimentos ocorridos e que vitimaram algumas pessoas, fomos encontrar na acta da sessão da Junta de Freguesia, realizada em 24 de Outubro de 1915, esta passagem:
Passagem de nível actual em Aguieira

«...foi lido na mesa o expediente que constava do seguinte: Um ofício da Administração deste concelho pedindo informações sobre a necessidade de se criar alguns guardas para as passagens de nível do Caminho de Ferro do Vale do Vouga na área desta freguesia. O presidente informou que em vista da urgência do assunto já tinha sido respondido, informando que esses guardas deviam ser criados pelo menos nas passagens de nível de Carvalhal da Portela, Aguieira e Cruz do Almagre.»

Isto significa que a Junta, em 1915, já tinha alertado as autoridades constituídas para o perigo que podiam decorrer das passagens de nível sem guarda. Quer dizer que não esteve à espera que lhe perguntassem da necessidade de se criarem os guardas de passagem de nível. Há necessidade de aditar um esclarecimento sobre a passagem de nível da Cruz do Almagre.
Pensamos que a mesma seria a da Alagoa, que agora fica próxima da rotunda de acesso da EN1-Estrada para Travassô, na direcção do Modelo.

Na mesma acta, uma deliberação talvez inédita e curiosa, do seguinte teor:

«Mais foi deliberado atestar que os paramentos com que o falecido prior José Gomes dos Santos, de Aguieira, celebrava missa na capela pública daquele lugar, ficaram pertencentes à mesma capela...»

Quanto a este caso, nada foi possível, em curto espaço de tempo, obter outros elementos de pesquisa. Mas sabe-se que é um nome bastante conhecido. Atrevemo-nos a dizer que terá sido, talvez, um dos últimos padres com que o lugar de Aguieira contemplou a freguesia e os cristãos. Mas sem certezas.

domingo, 16 de outubro de 2011

Recordações

Os Diatónicos

Fui «buscar» esta recordação ao Blogue de Albergaria, aqui.
Fui ao Youtube buscar este vídeo. Por intermédio do blogue.
Para recordar, não só com a nostalgia que a situação suscita, mas com a consideração que sempre me mereceu um «velho» companheiro de trabalho de nome Nestor de Jesus Borges Pimenta, que fazia parte destes «Diatónicos Impressionantes» naqueles primórdios anos sessenta. Em Albergaria-A-Velha. Um baixista que era tido em conta, pela competência e gosto pela arte dos sons, como é de recordar pela música que se pode ouvir.

sábado, 15 de outubro de 2011

O Vouguinha

Em constante agonia

A ser verdade o que o grupo do Facebook «Arrancada» começou por divulgar;
A ser verdade o que o Jornal de Notícias on-line acaba de publicar;
Penso que é desta que o Vouguinha irá morrer. Porque em lenta agonia já o colocaram há muito tempo.
Para além de ilustrar este post com uma belíssima fotografia do grupo «Arrancada», parece que nada mais poderá existir que possa salvar o comboio. Mas a notícia também é confusa...
Aspecto parcial da estação de Sernada
Foto do grupo «Arrancada» do Facebook

Quanto às mercadorias a transportar de Sernada até Aveiro e de Aveiro à Sernada, é retomar o velho transporte pelo rio, com barcos que vinham com peixe e sal, regressando a Aveiro com produtos agrícolas, lenha, carqueija e outros produtos que não haviam à beira-mar.
Pois... é isto mesmo. Voltamos aos primórdios da civilização... Duvida? Eu não...
Só tem uma diferença. Estas trocas vão intensificar-se só que em vez de se utilizarem barcos, utilizam-se os caminhos de ferro. Em Carvalhal vai ser montado um entreposto para cobrar os direitos alfandegários e de portagem... ou de linhagem (linha-carris)!!!


domingo, 9 de outubro de 2011

9 de Outubro 2008 - 9 de Outubro 2011

E cá vamos contando aniversários

É exactamente isso, que eu («vaidoso»), quero apregoar aos quatro ventos da cibernáutica:
Hoje faço anos!!!!!!!!! E por môr das dúvidas, aqui fica o documento probatório...


Pois, mas esses anos são daqueles que dizem respeito à actividade blogueira. Os outros não interessam, nem sequer lembrar...
Mais a sério: foi exactamente no dia 9 de Outubro de 2008 que aqui "coloquei" o primeiro post, com algumas palavras de orientação que me levavam a enveredar por este passatempo; a de ser também "blogueiro".
O que é certo - e mais sério ainda - é que ouvia falar nisto de blogues, mas não sabia o que era. Fechei os olhos e atirei-me (de cabeça), como quem se atira para um mar profundo sem saber o que vai encontrar por baixo.
Foi e está a ser uma experiência interessante. As coisas no princípio foram difíceis mas com um pouco de "teimosia", que resultou em aprendizagem, deu no que deu. Mas para isso, há por aí muita gente a quem devo agradecer as ajudas e as dicas "fornecidas" que já tinham da sua própria experiência. Não vou citar ou evidenciar ninguém para não criar susceptibilidades e algum erro de omissão, que seria pior...
Por aqui me fico, pedindo desculpa de algumas irregularidades de presença e de outras coisas, prometendo andar por cá enquanto puder e fazer aqui o que as ideias forem transmitindo e as sugestões surgindo, o que agradeço.
Obrigado a todos pelas atenções, dedicações e visitas feitas... sinal de que as coisas, afinal, podem ter algum interesse...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Junta de Freguesia na história - 87

O imposto braçal ou dia braçal
....
Por várias vezes aqui se tem referido o «imposto braçal» ou o «dia braçal» como era designado. Correndo sério de risco de alguma repetição, este imposto ou a sua substituição por trabalho (por isso conhecido pelo «dia braçal») era muito usado até mesmo depois dos meados do século XX.
Segundo alguns historiadores, que cito de cor, este imposto tinha uma certa conotação de solidariedade, em favor da comunidade, quer no seu contributo pecuniário - que surge depois de ser instituído nas calendas da idade média, cremos - e, se não estou em erro, acabando por ser abolido já no governo de Marcelo Caetano, anos sessenta, século XX. Ou seja, «eclipsou-se» ainda não há muito tempo.
 
......
Por se tratar de uma curiosidade que influía sobremaneira as actividades de uma Junta de Freguesia, e dado que a acta da sessão da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, de 25 de Julho de 1915, ainda não se esgotou em notícias, apesar de existir um post recente sobre esta sessão, fica na história daquele ano pós-republicano uma decisão da referida Junta de Freguesia, que é do seguinte teor:
......
«Ponderando-se a irregularidade de alguns cidadãos no pagamento da contribuição do trabalho e o manifesto prejuízo que isso trás a esta Junta e à freguesia, foi resolvido enviar para juízo para relaxe, todos os que, avisados nas formas legais, não compareceram ao serviço nem pagaram nos prazos legais.»
 
.......
Assim mesmo, tal e qual sem mais nem menos...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ventos da República - 1

Lei da separação da Igreja do Estado

Frontaria da igreja de Valongo
Os ventos da República, como durante muito tempo era vulgar tal designação, trouxeram ao país muitas modificações, algumas completamente surpreendentes quanto inesperadas e até de alguma perplexidade, entre elas a muito propalada Lei da Separação da Igreja do Estado. Hoje já nem tanto contestada mas, contrariamente ao impacto inicial, considerada lógica e natural. Tudo vai evoluindo... algumas coisas no bom sentido... outras nem tanto assim. Mas isso, agora, pouco importa.
Pelo espaço cibernauta encontramos alguns resquícios que estão  nos arquivos, e estes à disposição do público para consulta.
Também no que à freguesia diz respeito, lá encontramos as actas que se elaboravam e constituíam um inventário de bens e valores que a lei determinava que se realizassem.  Meticulosamente, era feita a descrição de tudo o que estava no templo, seus arredores, capelas e outros locais de culto. O inventário era realizado com a presença de algumas personalidades dotadas de poderes jurídicos e públicos para o acto. Isto é, com autoridade, mas... havia sempre um mas...
Já aqui fizemos referência a estes factos. E prometemos trazer alguns indícios. Vamos tentar traduzir - o que está a ser um pouco difícil - o que consta nessas actas, correndo o risco de interpretar mal alguma palavra ou palavras que a caligrafia utilizada venha a confundir, involuntariamente, como é natural. Abaixo, deixamos também as digitalizações dessas páginas, que respeitam ao

Arrolamento ou inventário dos bens e valores pertencentes à Egreja da freguesia de Vallongo, concelho de Águeda
Aos dez dias do mês de Agosto de mil novecentos e onze, nesta freguesia de Vallongo, deste concelho e Egreja matriz desta mesma frreguesia, aqui foram presentes os cidadãos - doutor Eugénio Ribeiro, na qualidade de administrador do concelho, João Baptista Ferreira Vidal, Presidente da Junta de Parochia desta freguesia, comigo Joaquim Augusto Almeida e Silva, aspirante de finanças, servindo de secretário de finanças do concelho, no impedimento do respectivo, aqui, em conformidade com o disposto no artigo sessenta e três da  da lei da da separação da Egreja do Estado, de vinte d'Abril do corrente ano, se procedeu ao arrolamento ou inventário dos bens e valores pertencentes à Egreja, a saber:
Uma egreja que se compõe de sachristia, uma capela, e uma casa contígua, cinco altares, baptistério, (cera?, não se percebe bem), púlpito, tudo com dois sinos grandes, relógio na torre, com as imagens de Sam Pedro, Santa Maria Magdalena, Santa Tereza, Senhora do Rosário, Santa Luzia, Santo Afonso, Sam Lázaro, Sam Sebastião, Senhora da Soledade, Menino Jesus, Um oratório; dois crucifixos de madeira; Uma cadeira parochial; seis bancos de pinho; Dois confessionários; Dois crucifixos de madeira; uma cadeira parochial; seis bancos de pinho; dois confessionários; (dá-me a impressão que há coisas repetidas) uma credencial; etc., etc., etc.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Vouguinha

Do muito que aqui tem passado sobre o Vouguinha e o seu comboio, deixo sem mais comentários alguns vídeos que andavam por aqui postados pelos seus autores, que vão devidamente identificados e a quem peço licença para deles fazer alguma apresentação....








quarta-feira, 28 de setembro de 2011

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - XLVIII

«Assistimos» ao embarque das Meninas Mascarenhas e à chegada de notícias vindas de França, que davam conta de que tudo tinha corrido de feição.
Por esta casa, propriedade de conterrâneos de Arrancada, passaram algumas personagens
 da história de "As Meninas Mascarenhas"
A sua estadia em França foi muito simpática e às meninas foram proporcionadas condições a que estavam habituadas em Portugal. Tinham mestres e professores «que lhes ensinavam as prendas próprias da sua idade e posição», dizia o narrador dr. José Joaquim da Silva Pinho.
O seu tutor resolve fixar residência em Bordéus, numa casa de pensão, onde as suas pupilas se sentiam muito bem e constituíam a admiração de todos com quem privavam. E isto durou dois anos, recebendo esmerada educação e, como era natural, «falando e escrevendo correctamente o francês, aprendendo as prendas próprias do seu sexo e fazendo a admiração de quem com elas tratava,», rematava o narrador já citado.
A vida em França era muito cara. Os recursos do dr. Joaquim Álvaro iam diminuindo, porque gastava apenas daquilo que constituía o seu património, e valiam-lhe alguns valores (a que o narrador chama de «subsídios») que a família podia dispôr e enviava para Bordéus.
As senhoras da casa de Aguieira esgotaram as suas pequenas economias e até as suas jóias foram vendidas, para que ao irmão não faltasse o indispensável e às orfãs nada alterasse os seus hábitos, podendo passar por algumas resignações.
As órfãs, escreveu-se, eram ricas, os seus rendimentos bastante avultados, mas as suas propriedades e os ditos rendimentos, bem como a casa, continuaram na administração da família das Meninas de Torredeita, desde o despacho do juiz de direito de Tondela, apesar da contestação do advogado José Rodrigues de Melo e Silva, de Travassô, que figurava nesta história como procurador de Joaquim Álvaro.
Contrariando o testamento do pai e outras decisões, o despacho do juiz de Tondela nomeava tutor das menores Gonçalo Pires Bandeira Monteiro Subagoa, de Fráguas de Mosteiro, e seu bisavô, que era quem tomava conta dos bens e rendimentos das bisnetas, o qual também se prestou a requerer procedimento criminal contra Joaquim Álvaro, este sim, tutor das menores, por testamento do morgado do Sobreiro Chão (freguesia de Valongo do Vouga).
A este assunto voltaremos, com o estratagema do regresso a Portugal - por via marítima - com um homem de Arrancada envolvido neste processo, que foi a Espanha (Vigo) buscar os viajantes, etc.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Junta de Freguesia na história - 86

As notícias de 1915!

Vista parcial da Freguesia, a partir do Pinheiro Manso (Pedrozelo)
Apesar da simultaneidade das rubricas com este título (está um post antes deste), achamos que devíamos inscrever, desde já, mais alguns episódios que as actas do princípio do século XX, bem como dos inícios após a implantação da República, nos vão mostrando o que se passava. Assim, da sessão da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga realizada em 25 de Julho de 1915, fomos buscar as seguintes notícias e acontecimentos:

«E aberta a sessão, depois de lida, aprovada e assinada a acta da sessão anterior, procedeu-se à leitura do expediente, que constava do seguinte:
Ministério da Instrução (este e os destaques seguintes, são da nossa autoria): - Um ofício do Ministério da Instrução, devolvendo a esta Junta a planta do projecto da casa da Escola, aprovado. A Junta ficou inteirada.
Subsídio: - O conhecimento do depósito número quarenta e sete mil quinhentos e dez, Livro oitenta e um, da Caixa Geral de Depósitos e Instituições de Previdência, na importância de mil escudos, provenientes do subsídio do Estado a esta Junta para a construção da Escola. Este depósito deu entrada na dita Caixa Geral de Depósitos em trinta de Junho do corrente ano.
Obras das Escolas: - Um mapa do fiscal da construção da Escola, contendo o orçamento dos trabalhos executados, a fim de se realizar o pagamento ao respectivo empreiteiro. Segundo esse orçamento, os trabalhos executados são avaliados em novecentos e dez escudos e vinte e quatro centavos. A Junta ficou sciente (sic).
Pedintes: - Um ofício da Câmara Municipal de Aveiro, pedindo qualquer subsídio para as obras do liceu daquela cidade poder ser elevado a central. Foi resolvido oficiar dizendo que se torna impossível a esta Junta distrair das suas exíguas receitas qualquer quantia, pequena que seja, em vista do compromisso tomado para a construção da escola e outros melhoramentos igualmente indiáveis.
Ponte de Adofernando: - Sendo ponderado o estado de ruína que ameaça o pontão de Adofernando, foi resolvido mandar proceder imediatamente à sua reparação.»

E eram estas as notícias de 25 de Julho de 1915, da Junta de Freguesia.
A palavra «Adofernando» está assim escrita na acta.

O Acordo Ortográfico

A polémica que por aí anda, principalmente entre os entendidos linguistas, é muita. Aqui, nunca me pronunciei sobre a matéria. Porque não me julgo à altura e com formação adequada para o fazer. Mas entendo, pelo menos uma coisa.
Caricatura retirada da Net
http://www.eb1piadelalama-34.0708.maisbarcelos.pt/
As origens do português, se fossem ensinadas na escola, como a história, traria à tona muita coisa que nós não conhecemos. Ou seja, a evolução da língua materna teve um percurso, criou a dita matriz, estabeleceram-se, ao longo dos séculos, talvez tantos como a nacionalidade, as suas regras, justificando-as, quer cientificamente, quer nas suas origens. E foi com estas situações que o português se espalhou e se estabeleceu pelo mundo.
Porque venho agora aqui com esta questão? Explico:
Andava por aqui a  «limpar» a minha caixa de correio e encontrei um mail, daqueles que circulam incessantemente e que cada um de nós faz com que acabe por dar a volta ao mundo...
Abri-o e o seu conteúdo era de alguém que se manifestava contra o Acordo Ortográfico, que não conheço (um e outro), mas que pela forma como se apresenta, é, certamente, um especialista da matéria.
E é esse mail que agora tomo a liberdade de postar. Mas mais duas coisas:
Uma para dizer que nesta vida blogueira, aparecem por aí muitos colegas a anunciar, em parangonas, que adoptaram o Acordo Ortográfico nos seus conteúdos, além de sites de jornais, que seguem o mesmo caminho; e outros que, talvez revoltados, deixam muito bem escrito: AQUI ESCREVE-SE O PORTUGUÊS DE PORTUGAL.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Frei Bento Domingues

Sou um "irregular" apreciador das crónicas deste ilustre Teólogo, que normalmente faz no jornal «PUBLICO». Como porém os seus temas não cabem na orientação deste blogue, nem por isso são de excluir que um ou outro possam ser aqui postados, pelo interesse que suscitam. Bastante interessante, numa linguagem simples, a que nos habituou, vai «mostrando» como afinal as Escrituras são interpretadas e descobertos alguns «segredos». Ou não existisse a Teologia. E este, agora, como uma seta dirigida à situação que actualmente vivemos. Sem mais comentários, que não são necessários. Se tiver vontade leia...
Para ampliar, clique na imagem, como de costume....

A Junta de Freguesia na história - 85

O acidente de Afonso Costa

Voltamos ao conteúdo das actas da Junta de Freguesia, e mais propriamente à Sessão de 11 de Julho de 1915. Aconteceu (ou ia acontecendo) um suicídio? A redacção era esta:

«Por proposta do vogal Albano Ferreira da Costa foi deliberado lançar na acta um voto de profundo sentimento pelo dezastre que atingiu o doutor Afonso Costa (e depois entrelinhas) "que se atirou do eléctrico abaixo", devendo dessa resolução dar-se conhecimento ao ilustre estadista, fazendo ao mesmo tempo votos pelo seu rápido restabelecimento, para bem da Pátria e da República.»
Confesso a minha ignorância sobre este desastre (escrito com «z» na época). E fui na busca de elementos que pudessem confirmar. Ei-los:

«Sofreu, a 3 de Julho desse ano (1915), um acidente, ao saltar pela janela de um eléctrico em andamento, do qual saiu gravemente ferido. Tendo viajado para fora do país em tratamento, não pôde assumir a chefia do governo.»
Fonte: Wikipédia
Caso a sua curiosidade seja impelida, além da Wikipédia, pode ver mais alguma coisa da sua biografia por aqui.
Foto obtida do site aqui indicado.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ABSENTISTAS!

Pois é. Tenho andado em estado de absentismo blogueiro o que se torna inadmissível e com alguma falta de respeito para com os visitadores deste canto à beira do Marnel plantado.
Na realidade alguns contratempos, aliados às misturas de algumas horas com outros trabalhos que tenho entre mãos e numa fase em que, agora, não convinha nada interromper, porque, na minha opinião, tal trabalho que estou a tentar desenvolver, tem muitos dias intensos de tempo, pesquisa, apontamentos, e até de ordenação definitiva.
Aspecto parcial do campo «Bastos Xavier» da A.D. Valonguense
Falta apenas que, tecnicamente, seja revisto. Mas para isso é preciso terminá-lo.
Penso, modestamente, que tem algum interesse. Admito até estar revestido de algum valor histórico.
Digo assim, porque sou eu que faço o trabalho e, por mim, rodeio do maior interesse o trabalho dos outros e não o meu. Este quero que seja sério, mas discreto. Desvendando um pouco mais, sei que «ver» a história e dar-lhe apresentação, ordenação, rigor e coisas do género, requere mais que pegar nos factos e «deitá-los» num papel. Há que proporcionar o respeito pela organização, pela apresentação, pela descrição e outros aspectos técnicos e da credibilidade de que carecem, mesmo para autodidactas, como eu.
Estou a tentar fazer tudo isso. Já falta menos para acabar, que no princípio, quando não havia nada...
Voltarei com assiduidade - o oposto de absentismo!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Template do Marnel

Sabe-se que quem anda nestas andanças blogueiras, apanha algumas manias. Também apanhei...
Algumas delas é a constante mudança de Templates, que o próprio servidor coloca ao serviço dos utentes blogueiros. Eu também estou apanhado pela mudança de visual, de vez em quando. Foi o que aconteceu com este que agora serve de apresentação das coisas do Marnel, e, às vezes, de fora do dito.
Encontrei este modelo que me pareceu interessante. E os meus comparsas da actividade e os visitadores estarão agora com curiosidade em saber as razões desta mudança. Não por que o anterior não fosse mais interessante, condizente, mais «duro», de aspecto forte, ou outra coisa parecida.
Este é um pouco a cheirar mais a mimosa (embora as mimosas já lá vão), mas tem a ver com qualquer coisa do local denominado Marnel. As flores o verde, as aves e animais, etc.
Foram, em tempos ainda não muito remotos, férteis terras de culturas, principalmente naquela área enorme que vai da ponte do comboio, onde agora está a ETAR (se não for EATR é parecida), até lá ao fundo junto de Lamas. Por toda essa área havia plantações e culturas de arroz, que fornecia alimentação a muita gente. Hoje é silvas, silvedos, floresta, é um microclima já muito raro e uma floresta onde se encontra um verdadeiro "santuário" que serve de refúgio e nidificação de várias espécies de aves e animais. Quando por lá passo penso que de cada vez que lá vou vejo sempre uma espécie diferente, além de ser assustado, no meio daquele silêncio onde só se ouve - quando há - o refulgir de alguma brisa e o canto de alguns pássaros, pelo bater das asas do pato bravo que por ali anda em bandos de quantidades aceitáveis.
É por isso que este template foi adoptado, por apresentar algumas semelhanças com o verde e a pequena floresta do Vale do Marnel, onde ainda existem lendas aterradoras de bruxas e bruxedos, para além das escavações da antiquíssima igreja de que fala o romance de Vaz Ferreira, «Os Senhores do Marnel», que nunca mais se reiniciam. Mas o altar - ou o que resta dele - ainda lá está e aqui deixamos algumas imagens. De acrescentar ainda que naquele local encontra-se um razoável monte de ossadas, que certamente tiveram e terão tido origem no local, e que lá estão à mercê de qualquer pessoa menos consciente quanto ao valor histórico e antropológico daquele material humano, sabe-se lá de quando!

O que resta e o que lá colocaram num pseudo altor-mor. São visíveis as ossadas, na vitrine, por trás da vela vermelha

O altar mor está reduzido a este montão de algumas coisas inúteis, mas que as pessoas persistem em lá colocar

No mesmo local do altar, até esta estampa de imagens religiosas lá foi colocada, que inclui a foto de um cadáver numa urna.
É perfeitamente visível este quadro tétrico

A Câmara Municipal, com vista a preservar o local, mandou fazer esta cobertura, que ainda está na mesma.
Valha-nos ao menos isto. Mas o resto vai desaparecendo, como já desapareceu muita coisa.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A ponte do rio Vouga

Está interdita

Esta coisa da interdição ao trânsito de veículos na ponte sobre o Rio Vouga (referimo-nos à ponte secular, com aquela característica da curva ao meio), trazia-me preocupado pela confirmação dos factos que sentia necessitar. Ou seja: VER. Quer dizer, queria ver o que ela tinha. Claro que já aqui ao facto me tinha referido. Mas de outra maneira.
Agora, nesta altura, sem água no leito do seu rio, é que era a altura ideal de se poder «matar a curiosidade». E lá fui. Claro que não vi tudo e mesmo a olhar para aquilo, talvez não nos apercebemos do perigo que ali esteja, porque a maior parte dele estará, também e principalmente, debaixo da pouca água que ali ainda corre, quase parada (!).
Mas lá descemos às margens e toca de espreitar o que por lá pudesse estar. E vimos que a coisa está feia, a julgar só por aquilo que os nossos olhos viram. Os pilares de suporte de um dos olhais da ponte está todo a desmoronar-se aos poucos. Uma grande parte do material de suporte (pedras em cima de pedras) já está todo esventrado. De montante e juzante.
Razões tinha o presidente da Junta de Freguesia de Lamas. Nestas coisas locais, sabe muito bem quem conhece. Só que se a gente vai dizer alguma coisa aos que não conhecem, acham que um presidente de Junta não é para levar a sério. Não sei se o levaram a sério se não. Mas desde que denunciou o facto até se tomar uma atitude, demorou muito tempo... lá isso demorou.
E para que não restem dúvidas, aqui ficam algumas fotos para comprovar os factos, que, espero, fiquem devidamente visíveis para se entender que a coisa é séria, muito séria...
E, terminando, como aquilo é secular e tem ao lado uma ponte novinha em folha, tarde e más horas se verá o «monumento» preservado. Porque é mesmo um monumento. E algumas vezes já restaurada, a última das quais, salvo erro, no tempo de D. Carlos. Se não foi no tempo deste, é no tempo de outro, talvez mais antigo... porque não me dei à pachorra de ir ver... qual foi o último restauro!
Acrescente-se, porque estava a faltar, que o aspecto da ponte, visto da base, mesmo a parte que foi objecto de restauro, quando da construção dos minúsculos passeios, não estão com bom aspecto.

Um dos pilares visto de juzante

O mesmo pilar de montante, não está com boa cara

Aspecto geral de uma velha ponte, vista do rio, com a sua beleza própria

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

As crónicas de Adolfo Portela - 4

O final do capítulo

E do que foi contado num dos post's anteriores, mesmo no final, ficou prometido - e escrito - que aqui voltaríamos com algumas conclusões do escritor Adolfo Portela. E da forma jocosa habitual, dizia assim, no fim do tal de um dos capítulos das suas crónicas.

A paisagem que desvanece
«Pronto! Se eu fosse a dizer tudo quanto Águeda tem na crónica das suas excentricidades e extravagâncias, este capítulo ficaria do comprimento do mastro de Assequins. Os casos são às centenas, por essa crónica além: galinhas que cuidam da criação de gatos; credores que emprestam capitais a juros de missas por sua alma; o caso de uns larápios de Jafafe que, tentando arrombar a porta de uma taberna com um trado, tiveram a sorte despropositada de ferir uma nádega da própria taberneira que dormia à porta da rua; aquela passagem do homem de Fermentelos, que, ainda agora, em pleno Abril de 1903, gastou toda uma noite, de caçadeira aperrada, à espera de um lobisomen que lhe devia cinco tostões... E tudo isto, variado, imprevisto, original, com todas as cambiantes de cor, grotesco e chocarreiro, a guizalhar campaínhas rachadas por esse concelho fora - é entrar, senhores; é entrrar!... - com toda a Águeda em entremez perpétuo, sem uma sombra de desconfiança ou de mau humor a perturbar a alegria límpida das almas!
Mas é forçoso parar aqui. O capítulo, tal como vai, chega de sobejo para se ficar sabendo de Águeda o que Águeda talvez já esquecesse de todo, na constante e desordenada sucessão dos casos pitorescos em que a sua vida decorre.»

domingo, 28 de agosto de 2011

As crónicas de Adolfo Portela - 3

O rapé do Senhor Pereira

Segue assim, este terceiro trecho de uma das crónicas e de tantas outras que no livro estão...
Vista parcial da cidade de Águeda

«Na terceira passagem, figura o Senhor Pereira do latim, ou melhor, a sua criada Luzia, beata célebre da terra, que na beatice não ganhou menos celebridade do que o amo na palmatória. Falecido o mestre Pereira, a Luzia, aproveitando o enterro de um amigo dele que teve lugar alguns dias depois, foi-se até ao cemitério, na companhia da saudade, como dizem os poemas... - e, com licença do respectivo coveiro, introduziu no esquife do defunto uma moeda de cinco tostões...
- Diga lá ao Senhor Pereira que é para o rapé; ouviu?...
E recolheu a casa, toda muito tranquila e muito de bem com a sua alma, por ter ficado na certeza de que o Senhor Pereira agradeceria aquele presente, que outro de melhor estimação não podia dar-se a um tabaqueiro vicioso como ele fora em vida.
Olhem se a Luzia se lembrava de o presentear também com dois ou três dos seus antigos discípulos de latim, em cujas mãos a palmatória do amo pudesse matar o outro vício que ele tinha!.... Como seria difícil fazer a escolha de quem melhor a merecia, lá iria por certo toda uma geração de estudantes de Águeda fazer companhia ao Senhor Pereira! E nessa geração (parece que ainda tenho as mãos dormentes!) cabia o primeiro lugar ao desgraçado estudantinho de latim de 1879, que neste momento aqui está a contar a passagem da caixa do rapé...
Mas a senhora Luzia não se lembrou disso, e é natural também que o Senhor Pereira nunca lho fizesse lembrado. E, então, como águas passadas não moem moinho, atiremos com a palmatória do Senhor Pereira ao fogo do inferno, e que Deus Nosso Senhor lhe deixe tomar a sua pitada em sossego...»

-Continua, para finalizar este capítulo

As crónicas de Adolfo Portela - 2

O sapateiro fúnebre

Assim, seguidinhas, aqui vai a segunda crónica de Adolfo Portela, que tinha prometido no post anterior. A terceira crónica deste conjunto fúnebre, está já a seguir em cima.
Esta do sapateiro fúnebre, no seu livro «Águeda - Crónica, paisagens e tradições», é hilariante e do seguinte conteúdo original:
Epitáfio num mausoléu do cemitério de Valongo
«Na segunda passagem figura um sapateiro de Águeda, o qual, tendo mandado construir o seu mausoléu de família no cemitério da vila, se vestiu de lavado em certo domingo, arranchou a família toda em ar de festa, e «foi deitar-se ao comprido no gavetão que reservava para o seu cadáver, distribuindo logo à mulher e seus filhos os lugares que lhes haviam de pertencer no mausoléu. A visita completou-se com um jantar de família no próprio sítio em que hão-de ter descanso eterno.»

Sem mais, nem menos... tal qual está escrito!

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