segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 13

No tribunal por reuniões ilegais


Novas instalações e, ao fundo, o primeiro edifício da Casa do Povo

Decorria o ano de 1972. Ali para os lados de Pessegueiro do Vouga, no mês de Agosto deste ano, propaga-se um violento incêndio. A sua origem, dizia-se, terá sido o «Vouguinha». Por isso, o comboio acabou e passou-se aos transportes públicos em autocarros por conta da CP. Foi uma confusão geral. Depois vieram automotoras a diesel, a conta gotas. Agora voltaram comboios a várias horas do dia. Ainda bem. Mas vamos ao que importa.
O violento incêndio, devastou durante alguns dias (pelo menos os dias 18, 19 e 20 de Agosto) as freguesias de Valongo do Vouga, Macinhata do Vouga, Préstimo e Talhadas. Andou aqui perto de casa. Numa reunião após esta tragédia, a direcção da Casa do Povo resolveu ceder as suas instalações para reuniões das pessoas afectadas que se relacionassem com aquele incêndio, recolhendo assinaturas dos proprietários das matas queimadas, para ser enviada uma petição ao Presidente do Conselho de Ministros, na altura o prof. Marcelo Caetano.
Mais tarde, numa reunião da direcção em 12 de Novembro de 1972, constata-se que se realizaram três reuniões para tratar de problemas postos pelo grande incêndio de Agosto de 1972. A primeira promovida pelo Presidente da Câmara, que esteve presente. A segunda não teve o Presidente da Câmara possibilidade de estar presente para assistir e a terceira por produtores interessados.
A direcção deu todo o apoio, como era seu dever, e tinha sido deliberado, pessoalmente expressa ao Delegado do INTP (Instituto Nacional do Trabalho e Previdência) já extinto. Mais tarde foi enviada uma exposição ao Presidente do Conselho de Ministros com 365 assinaturas, através daquele Delegado do INTP.
Passados alguns dias a direcção foi notificada para comparecer no Tribunal Judicial de Águeda, pois a GNR dizia que se tinham feito reuniões ilegais na sede da Casa do Povo. A acta que refere este facto histórico deixa vincada que são de lamentar as incompreensões e o vexame a que a direcção foi sujeita.
Não sabemos como as coisas acabaram.
Mas sabemos como as coisas eram!!!!!

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