terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Junta de Freguesia na história - 66

A construção da escola de Arrancada

Já aqui démos algumas notas sobre as questões de construção das escolas de Arrancada, socorrendo-nos das actas da Junta de Freguesia do início do século XX, concretamente daquilo que se passava em 1914. A acta da sessão de 28 de Junho deste ano, descreve uma passagem do auxílio prestado pela família de Leandro Augusto Martins, que tem algumas curiosidades que importava pesquisar e averiguar. Diz assim:

«Tendo sido comunicado. verbalmente, a esta Junta que a quantia de mil escudos oferecida pelo benemérito cidadão Leandro Augusto Martins, para ajuda da construção da casa de Escola de Arrancada, estava na mão do cidadão Manuel de Souza Carneiro, de Águeda, que fazia a sua entrega logo que esta Junta lhe apresentasse o respectivo recibo, em duplicado, foi deliberado passar imediatamente esse recibo para os devidos efeitos. Mais foi deliberado que dêsse dinheiro fosse colocada na Caixa Económica Portuguesa, delegação de Águeda, a quantia de quinhentos escudos, sendo o tesoureiro da Junta autorisado a fazer esse depósito. Foi também deliberado que com os outros quinhentos escudos se efectuasse a compra do terreno já escolhido, e se fizessem as demais despesas acessórias, bem como dêles se deve também pagar a despesa com o levantamento da respectiva planta, devendo para isso proceder-se imediatamente a organização do respectivo orçamento suplementar.»

Há aqui um dado curioso. Leandro Augusto Martins, da Póvoa e proprietário do solar que ali mandou construir e cuja história já por aqui passamos, doou o dinheiro por intermédio de um tal Manuel de Souza Carneiro, de Águeda, que, como parece natural, só entregaria o dinheiro mediante recibo. Nada de anormal. O que ficamos em dúvida e não houve tempo de confirmar é se este Manuel de Souza Carneiro terá sido o homem ilustre que foi o percursor e dinamizador das Instituição de Águeda, cujo nome está perpetuada numa rua com o seu nome. Fica-nos esta dúvida. Mas em 1914, me parece que ainda não seria nascido este dinâmico aguedense, que faleceu em idade ainda jovem e que muita consternação provocou. Encontrei, de fugida, a data de nascimento em 6 de Setembro, mas não me diz o ano. E nasceu no Brasil, onde seus pais residiam. Cedo veio para Águeda e por cá cresceu... e morreu.

ABANDONADO!

OLÁ!!!!!

Por enquanto nada justifica que tenha abandonado este pequeno, modesto, mas quase interessante local.
É só para dizer que agora com este tempo, este frio, e outras coisas, o físico não aguenta e tive de ser obrigado a manter estacionada esta actividade.
As infecções e outras coisas a que se chamam gripes, foram a causa desta «forçada» ausência.
Vou procurar, ainda que com alguma debilidade, voltar aqui de vez em quando, procurando manter viva a chama do interesse dos que gostam de vir até estas terras.
Por isso, aqui fica a justificação ou as razões, como queiram.
Mas ainda não chegaram quaisquer perguntas, pois o tempo de ausência também foi relativamente pouco, mas muito para mim, que já me habituei a «andar por aqui».
Deixem-me retemperar, com este gelo!!!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A visita de D. Ximenes Belo

O Bispo Emérito de Dili (Timor-Leste) esteve hoje na freguesia. Foi recebido no salão nobre da Junta de Freguesia, com uma pequena sessão solene e de seguida foi até à Fundação Nossa Senhora da Conceição de Valongo do Vouga, visitando os idosos que ali são acolhidos e almoçando nesta Instituição.
Após o almoço foi até à EB2,3, principal motivo da visita influenciada pelo entusiasmo de duas pessoas daquela escola: a profª Teresa Olaio e a Técnica de Acção Social Fernanda Bastos. Falou sobre os direitos humanos e respondeu a questões que os próprios alunos colocaram ao Bispo Prémio Nobel da Paz.
Melhor que palavras, fica o slide que organizamos. Ei-lo:



domingo, 21 de novembro de 2010

A Junta de Freguesia na história - 65

Uma amostra de trigo



Hoje trago aqui um caso sui generis, que foi encontrado numa acta da sessão da Junta de Freguesia de 28 de Junho de 1914.
Na descrição que vai ver a seguir, é que, como muitos sabem, a agricultura local foi muito fértil, não há muitas décadas, na produção de cereais, principalmente o trigo e outros da mesma família (centeio e aveia).
Mais recentemente, Sousa Baptista dava formação aos agricultores sobre estas sementeiras e sobre a qualidade e variedade de sementes a aplicar nos diversos terrenos, segundo as suas características. Actualmente, nem uma amostra de sementeiras destes cereais existe na freguesia.
Lembro ainda que, numa linguagem dos políticos dos anos 50 (Salazar, pois claro), dizia-se que o Alentejo era o celeiro de Portugal. Na minha opinião, o Alentejo está a passar de celeiro a adega de Portugal... passe a graça.
A acta a que me refiro, dizia o seguinte:

«Um ofício da Câmara Municipal de Águeda, pedindo que lhe fossem enviadas dôse [está escrito assim, segundo a ortografia da época] espigas de cada variedade de trigo aqui cultivado, a fim de o Conselho Técnico da Escola Nacional de Agricultura, de Coimbra, estudar quais as melhores variedades de trigo cultivado no país e oferecê-las depois assim classificadas à agricultura nacional.
Foi o vice-presidente encarregado de colher essas variedades e enviá-las àquela Câmara Municipal.»

Até se ofereciam as sementes! E agora?

sábado, 20 de novembro de 2010

Última Coluna

Olhar pelos idosos

Volto, outra vez e já, à minha "Última Coluna". Não vou repetir a explicação que dei para esta rubrica de minha autoria. Fui buscá-la, agora, ao «Valongo do Vouga» de Fevereiro de 1997, com a explanação que dei àcerca dos idosos. Já lá vão uns anitos. Mas, na minha perspectiva, continua na actualidade a maior parte das considerações expostas. Ora vamos rever:

Edifício da Fundação Nossa Senhora da Conceição da Freguesia de Valongo do Vouga, Instituição que passou a ocupar-se da assistência aos idosos


«Ficámos deveras impressionados quando, no último número de Janeiro, se escreveram aqueles nomes todos dos idosos da freguesia.
Ali foi dito que muitos deles não estiveram no almoço de Natal promovido pela Autarquia e que outros, entretanto, teriam falecido.
Estávamos a tentar esquematizar alguns temas que aqui tivessem cabimento dada a sua actualidade, até que fomos surpreendidos pela publicação de agradecimentos, na página 12 da «Soberania do Povo» de 10 de Janeiro, onde estavam seguidas as fotos de cinco pessoas da freguesia falecidas entre 30 de Dezembro e 3 de Janeiro.
Esta visão recordou-nos imediatamente aquela lista de nomes. Na realidade é impressionante o número de idosos existentes, que, por aqueles elementos, devem rondar as 288 pessoas. Talvez mais... e todas com 70 ou mais anos de idade!
Claro que a análise desta situação e deste fenómeno está destinado a especialistas, como em artigo que aqui foi aflorado. Do que se pode afirmar é que a população da freguesia está a ficar cada vez mais idosa. Não só como resultado de um prolongamento da esperança média de vida, como também pelas condições agora existentes que a proporcionam.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Blogues da freguesia - 8

O Bocas

É bonitinho, engraçadinho, como diz a cantiga.
Mas a sério, não estamos a mandar umas «bocas» ao Bocas! Estamos apenas a tentar dizer que este é o nome de um blogue do Agrupamento de Escolas e é o mesmo que tem o título do Jornalinho feito por professores e alunos da EB2,3 de Valongo do Vouga.
É também um condutor didáctico desta terra de Valongo. E que cumpre, fielmente, a sua missão. Quer no espaço cibernauta, quer no que respeita à formação da informação escrita, integrando os jovens nesta área considerada, salvo erro, o quarto poder. Quais são os outros três? Não sei...
Só sei que o «Bocas» fica hoje aqui registado.


A nossa terra

Cantinhos de Aguieira

Estes cantinhos que aqui vê já foram, na sua maior parte, mostrados nestas páginas cibernautas.
Dizem respeito ao lugar de Aguieira, tão antigo como antigas são as terras de Vouga.
Nestas imagens está muita história. Como diz o fado, «Ai se as pedras falassem!!!»
Há por aqui umas intromissões de outras fotografias que, nada tendo a ver com Aguieira, são minhas e faço questão de as juntar ao meu lugar que foi...
Aqui ficam, talvez a recordar um passado não muito distante!!!
A mostrar para quem ainda não conhecia. Havia outras, mas pertencem à intimidade dos intervenientes e, assim, não as coloco cá.
Desculpai... fica confirmada mais uma forma de mostrar fotografias. Agora já sei como é... fazendo pela segunda vez.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gente destas terras - 36

António Pereira Vidal Xavier


Por aqui temos feito publicação sobre algumas pessoas, cuja vida resultou em factos que deram à freguesia de Valongo do Vouga uma parte importante daquilo que hoje representa.
Penso ser de justiça incluir neste trabalho e evidenciar o nome de António Pereira Vidal Xavier. O homem arrojado que enveredou pela indústria de laníficios, que chegou a ser a principal unidade de produção do concelho de Águeda e, no seu ramo, a maior.
António Pereira Vidal Xavier era um homem de condição simples. Foi comerciante em Arrancada do Vouga. Desempenhou funções de Cantoneiro e Chefe de Cantoneiros (profissão já extinta). Era uma pessoa dotada, de muito engenho e arte, pelo que cedo deixou as profissões que chegou a exercer, para se dedicar à indústria.
Uma particularidade existente. Nasceu em Janeiro de 1874, no dia 29. Era natural do lugar de Brunhido.
Foi também em Janeiro deste ano de 1874 que nasceu Sousa Baptista. Coincidência ou não, ficamos, pelo menos, com este factor curioso de em  1874 terem nascido dois fortes pilares que deram muito à freguesia. Estes dois homens nasceram no mesmo mês e ano.
Na fábrica que fundou, trabalharam dezenas, centenas de pessoas da freguesia e fora dela. A sua laboração é reportada ao ano de 1936.
Quer se queira, quer não, foi também o apoio de muitas famílias.
Começou no Pedrozelo, para aproveitar a passagem do riacho com o mesmo nome, que dava apoio ao tratamento e à produção textil, sendo o linho o grande propulsor desta actividade. Modernizou-se e outras áreas de produtos têxteis se seguiram.
Porém, com as concorrências vindas, principalmente, dos países asiáticos, provocaram que esta indústria, como outras do mesmo ramo em Portugal, entrasse em declínio em 1998. Foi juridicamente considerada a falência em 15 de Maio de 2006, presumimos, pelas informações colhidas na área cibernauta.
O seu fundador faleceu em 9 de Janeiro de 1959 e, com ele, o sonho que prevaleceu durante décadas, chegando a existir uma festa na comemoração dos 50 anos da sua fundação, em 1986. Foi árvore que acolheu e ajudou muita gente...
É abusivo considerar esta nota uma adulação. É, antes, um acto de justiça, porque, como soi dizer-se, as coisas e os factos esquecem-se muito rapidamente. E, antes de outro tipo de apreciações, que talvez fosse apanágio e aplauso de alguns, por aí, isto é história da freguesia de Valongo do Vouga, que não deve ser apagada. E esta história é difícil de apagar e ... esquecer, repito...

(Redacção da minha autoria, com apoio de biografias constantes do jornal «Valongo do Vouga» de Janeiro de 1974 e Junho de 1986)

Alta Vila

As imagens de uma pérola



Pode ser considerado, por alguns, um exagero provinciano, dizer-se que é uma pérola. Para outros nunca é demais enaltecer-se o que representa este naco de jardim e de árvores ali existentes, já não sei se há mais de um século.
Não é por acaso que o poeta chamou e cantou «Águeda-a-Linda». Sabemos e chegámos a conhecer, nesta Águeda, agora completamente transformada, os canteiros que ali existiam. Este encanto, que o poeta sempre enalteceu, foi substituído por «urbanização» de cimento armado, sem emblemas (ou com poucos), sem muitos elementos atractivos, que sobressaiam à vista, com poucas ou quase inêxistentes áreas verdes.
Por acasao, há por aí uns arremessos de se pretender "consertar" a ausência dessas áreas, como seja,nas frases quase feitas que pululam em colunatas de jornais, afirmando-se que se pretende fazer o «casamento» da urbe com o rio. E está bem!
Mas qualquer um de nós, desapaixonadamente, pode afirmar, sem rebuços, que ainda falta muita coisa, porque não foi feito um acompanhamento simultâneo com os «monumentos ao cimento». Mas há a esperança de que o bom senso ainda venha ao de cima... como o azeite...
Como, não sei!
Tudo isto para dizer que realizamos a montagem fotográfica relacionada com a Alta Vila.
Não está muito apelativa, mas dá sempre para ver que há ali a pérola que convém preservar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Última Coluna


Era assim chamada uma rubrica da minha responsabilidade no jornal paroquial «Valongo do Vouga», do qual era director o Revº Pe. António Ferreira Tavares. Era mesmo a última coluna, da última página do jornal.
Penso que ainda não tinha dado a conhecer todos os apontamentos daquela rubrica, embora algumas já por aqui tivessem passado, em nostálgica recordação, nomeadamente esta, que apesar de ainda ser relativamente cedo para a o tema e época que se aproxima, aqui a quero recordar. O título era:


O Natal não é Natal!

E dizia assim:
Estamos no Natal. Era natural que aqui, nesta pequena coluna, sujeita a um pequeno espaço, tal qual aquele que Maria e José tiveram como resguardo numa noite, quando se deslocavam para Belém, para cumprir um dever, dimanado de um decreto do imperador romano César Augusto: o seu recenseamento.
Na realidade aquele quadro pobre, sem condições, onde o calor era apenas o provocado pela aglomeração dos animais ali guardados, devia fazer parar, para pensar, qualquer mortal que, nesta altura, passa a vida num corre-corre atrás de gastos, muitas vezes supérfluos, atrás de luzinhas e outras miragens, atrás de guloseimas e outras coisas de consumo que a vida moderna nos oferece a todos sem medida.
No meio desta desenfreada e competitiva correria, muita gente «se esquece» que o verdadeiro Natal, tal como o lemos na Bíblia ou noutro livro, mesmo histórico, não nos parece que a sua mensagem fosse esta e para ser assim vivida.
Se o Natal tem o conteúdo que é o de comemorar o Nascimento de Cristo (para os cristãos), também pretende lembrar e comemorar a verdadeira família, em harmonia, na modéstia e não a «banhar-se» em enormes gastos, em muitas prendas, em «muito amor» que apenas se vive nesta época.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - XXXV

Edificíio da Quinta de Aguieira no sentido poente-nascente,
vendo-se do lado esquerdo os celeiros e do lado direito a adega


Na história anterior tínhamos deixado a descrição sobre o paradeiro das Meninas Mascarenhas. Uma em casa do cirurgião Lima e a outra em casa do solicitador Tibúrcio. O Dr. José Joaquim da Silva Pinho apenas visitou algumas vezes a D. Maria Mascarenhas, usando de todas as precauções. A D. Casimira não a procurou nem a viu nunca, após a chegada ao Porto.
E assim decorriam os dias, também não tendo contacto algum com o Dr. Joaquim Álvaro, o que viria a ser o futuro Visconde. Tinha notícias apenas pelos seus escritos. Um dia recebeu uma carta, através de um portador.
Nela fazia menção de que sendo perigoso tentar emigrar com as suas pupilas, dada a vigilância apertada que ainda existia por parte dos Bandeiras da Gama, apesar do desânimo em que estes ficaram pelo malogro das suas tentativas de «capturarem» as suas sobrinhas, parecia-lhe bem recolher a sua casa de Aguieira, clandestinamente, indo ver a família e onde, naturalmente, os Bandeiras não podiam suspeitar do seu paradeiro. Pedia ainda ao Dr. Pinho para continuar no Porto a fim de tratar dos seus negócios até ver se se conseguia umas melhorias na situação violenta em que se vivia. Joaquim Álvaro pedia a opinião do Dr. Pinho.
Este foi ter com os Velosos (Vila Nova de Gaia) que ficaram ao corrente das intenções de Joaquim Álvaro e concordavam com o plano, tanto mais que o tutor não faria nada no Porto sem sair à rua, sendo conveniente por todas as razões que não fosse visto, nem pudesse ser procurado na cidade enquanto lá estivessem as Meninas.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

As minhas imagens





O que é que me deu? Deu-me para isto! Postar aqui, um pouco desordenadamente umas fotografias, em determinado formato, por causa de ver se isto funciona.
Não o podia fazer de outra maneira.
Sei que estão sem jeito e sem uma selecção adequada.
Mas que importa? Nada...
Interessa que fiquei com uma experiência concretizada e assimilada e, por outro lado, cá estou a mostrar - mais uma vez - alguma coisa destas terras.
É isso mesmo! Adivinhou! Foi para testar, em mais uma área, o software que, não sendo qualquer coisa de excepcional, para o tratamento de fotografia, é muito acessível e cá vou andando...

domingo, 14 de novembro de 2010

A nossa terra

A visita de D. Ximenes Belo

Como aqui já deixei escrito, o Bispo Emérito de Dili (Timor-Leste) vem à freguesia fazer uma visita. No dia 23 de Novembro. Que já aí está à porta. Veja o programa abaixo. A iniciativa é de alguém que já sabemos quem é, mas oficialmente vem com um programa definido.
Como tenho um protocolo com o Filipe Vidal, ele está autorizado a vir aqui e a «rapar» o que lhe interessa e que não tenha.
O intercâmbio é efectivo, e assim quando eu não tenho vou ao blogue «Valongo do Vouga» e tiro de lá o que venha ilustrar aqui qualquer coisa e que o Filipe lá tenha.
Está aqui agora a prova, que é a digitalização do programa oficial que anda por aí a ser distribuído mas que eu ainda não tive a oportunidade de arranjar um. Que não faltam, claro! Aqui fica para conhecimento de quem não foi ao «Valongo do Vouga», que pode ir sempre que o entender. E é bom que o faça, tá?

Associação Desportiva Valoguense

Rescaldo do 50º aniversário


É mesmo no rescaldo das comemorações do 50º aniversário desta Colectividade. Isto porque no dia da confraternização realizada na Veiga, com um jantar muito concorrido, já sabia que a Direcção tinha, de acordo com as suas possibilidades, deliberado oferecer alguma coisa aos convivas que compareceram.
E a coisa foi um cartão, bastante interessante e sugestivo, cujo valor, já se sabe, é apenas simbólico.
Mas no simbolismo que ele representa, resolveram - e disto eu não sabia na altura - acrescentar-lhe mais qualquer coisa. Deram conhecimento que aquele cartão, apresentado na entrada do campo no primeiro domingo de 2011, no Parque Desportivo Bastos Xavier, dará direito a assistir, gratuitamente, ao jogo que ali se venha a realizar nesse dia.
Vejam que ando tão actualizado (!), que nem sei qual é o jogo, ou melhor, nessa jornada, quem é a equipa que visita aquelas instalações desportivas, para disputar um jogo do respectivo campeonato.
Mas, enfim, fica a notícia - repetida para quem esteve no jantar e talvez inédita para quem estivesse distraído ou nem sequer sabia desta iniciativa da direcção.
Registamos a atitude, a ideia e o sucesso que estes pequenos gestos representam...
O cartão pode ser apreciado porque está no início deste post... como já viram...


sábado, 13 de novembro de 2010

A Junta de Freguesia na história - 64

A nova escola da freguesia


Pelos conhecimentos obtidos através da história, nomeadamente no princípio do século XX, ficamos a saber que uma obra ou decisão de certa envergadura tomada pela Junta, teria de existir uma aprovação, em género de plebiscito, ou referendo, para que se aprovasse e fosse colocado em execução.
No número 63 desta série, colocámos esta questão, dando a saber que foi deliberado comprar o terreno para se construirem as escolas, em Arrancada. O terreno foi colocado à disposição da Junta por preço acessível para aquela época.
Mas para que tal acto se tornasse vinculativo, era necessário reunir, em 1914, os eleitores da freguesia para que estes se pronunciassem, concordando ou discordando da decisão tomada pelo órgão administrativo e de política local.
Era assim uma espécie de Assembleia de Freguesia actual.
Não seria nada difícil obter estas concordâncias e aprovações, numa época em que nada havia. Neste caso as escolas. Sobre este tema muito haveria a escrever.
É o que a acta de 14 de Junho de 1914, da sessão da Junta de Freguesia nos diz, transcrevendo-se o seguinte:

«Tendo sido convocados os eleitores da freguesia para o passado dia sete do corrente, a fim de submeter ao referendum a deliberação desta Junta para a compra do terreno para a casa da Escola e tendo essa deliberação sido aprovada pela unanimidade dos eleitores presentes, a Junta tomou conhecimento dessa aprovação, que assim veio tornar executória a compra do mesmo terreno».

Esse terreno já aqui foi identificado e ainda lá está, no mesmo local onde funcionam as salas no edifício escolar actual, do qual aqui deixamos uma imagem.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Blogues da freguesia - 7

O Colectivo


Como muito bem se deixa ver o seu título no ficheiro que foi transposto para aqui, hoje damos a conhecer mais um blogue da freguesia: O COLECTIVO.
Trata-se de um blogue essencialmente dedicado às noticias desportivas relacionadas com o andebol, modalidade desenvolvida há vários anos na Casa do Povo de Valongo do Vouga e com resultados formidáveis.
Para além da componente desportiva, penso que é de salientar ainda o lado cívico da actividade, o físico (indispensável referenciá-lo) e até um pouco da componente comportamental e outras que aqui podiam ser afloradas.
Mais que as palavras que se possam inventar, veja-se a frase que conseguimos "repescar" do último post, quando se refere a algumas atletas seleccionadas, que diz assim:
«Continuem o Bom Trabalho e acreditem que o esforço, o empenho, o sacrifício, o espírito de conquista e o prazer em jogar andebol são excelentes princípios de vida».
Não temos mais elementos para os poder dar a conhecer e salientá-los, como mereciam. Mas penso que esta publicação será compreendida no objectivo que se pretende atingir, difundir, etc...
Bem haja a todos os que se dedicam a estas acções de desenvolvimento humano... preparando jovens!

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 14

Festival de Marionetas
9ª Casa mágica


Na Casa do Povo de Valongo do Vouga e na continuidade do que vem sendo feito de há vários anos a esta parte - este é já o 9º espectáculo do género na freguesia - vai acontecer mais um Festival de Marionetas.
O evento terá lugar nos dias 19, 20 e 21 de Novembro - sexta-feira, sábado e domingo -, desenrolando-se o programa do seguinte modo:
Sexta 19 de Novembro - 14 horas - Teatro de Marionetas "A História de um cão" e às 21h30, Sombras "Árvore Mágica". 
Sábado 20 de Novembro - 21h30 - "Será que as girafas lavam os dentes"
Domingo 21 de Novembro - 17h00 - "A Girafa que comia estrelas"

Reserva de bilhetes: 234 644 414

A organização é da Casa do Povo de Valongo do Vouga, com direcção artística de Beto Hinca e colaboração de Festafife 2010 e o patrocínio de várias entidades oficiais e privadas.
Um bom espectáculo, quer para miúdos, quer para graúdos...
A seguir o prospecto de divulgação que anda por aí a ser distribuído.




quinta-feira, 11 de novembro de 2010

São Martinho

Não é só castanhas e vinho...


Nem sempre o ditado corresponde com alguma realidade. Mas o dia de S. Martinho é diferente. Há muitas lendas e muitas histórias àcerca de S. Martinho.
O que se sabe dele é que nasceu numa localidade fronteiriça da Hungria, uma vez que o pai era militar, como o eram todos os homens de idade superior a 16 anos e até aos 40 anos.
S. Martinho não fugiu a esta situação obrigatória. Aos 16 anos foi para a vida militar. Mas aos dez anos, já sentia a necessidade de se dedicar à vida monástica. Porém, não podia deixar de ser militar, senão quando atingisse os 40 anos de idade.
E assim aconteceu. Logo que completou esta idade, despediu-se do exército, foi ter com um amigo, Santo Hilário, em Poitiers, França. Vai primeiro a Itália rever a sua família, converte a mãe e outras pessoas e depois é expulso por causa dos Arianos e regressa a França onde funda uma comunidade monástica na localidade de  Ligugé, a 6 Kms. de Poitiers.
Diz a lenda que aos 10 anos inscreve-se como catecúmeno (aspirante a cristão). Como era de uma bondade extrema, não podia ver ninguém sofrer. E a lenda acrescenta que um dia, já militar, ia a cavalo e viu um pobre, andrajoso, cheio de frio, e pegou na sua espada, rasgou a grossa capa que vestia e a metade deu-a ao pobre para se agasalhar. Diz-se, mais tarde, que esse pobre era o próprio Jesus Cristo, porque em sonhos recebera uma mensagem dizendo que ele, Martinho, o encontrou nu e que o vestiu. Esta é a ideia do que muito se tem escrito a seu respeito.

Não cabia aqui neste modesto, simples e pequeno resumo, tudo o que consta àcerca da biografia e das histórias de S. Martinho, que faleceu no ano 397, dois ou três dias antes do dia 11 de Novembro, em Candes, perto de Tours.
O pai era um oficial romano e Martinho nasceu no ano 316, na Panónia, uma região perto da Hungria, como antes se refere.
São Martinho é o patrono dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, dos restauradores (leia-se hoteis, pensões, restaurantes), dos produtores de vinho e dos alcoólicos reformados, dos soldados... dos cavalos, dos gansos, e orago de uma série infindável de localidades, que vão desde França, até à Europa Central (Croácia, por exemplo) e à América do Sul.
E ficamos por aqui... 

(Redacção com base nos textos que lemos em vários sites e blogues existentes na internet)
(Fotos obtidas na net)

Eclesialmente

O filme «Des hommes et des Dieux»
 «Dos homens e dos Deuses»
Grande Prémio do Festival de Cannes
De: Xavier Beauvais

Nota de apresentação do «Público»

Oito monges católicos franceses vivem em harmonia com a população muçulmana, até que, progressivamente, a violência e o terror tomam conta da região. Apesar das ameaças, os religiosos decidem resistir ao terrorismo e ficar. Esta é a história verídica dos monges de Tibhirine, raptados e assassinados por um grupo de fundamentalistas islâmicos durante a guerra civil argelina, em 1996.

Alguém que tenha visto o filme quer comentar aqui?



Conforme blogue «Religionline.blogspot.com/»

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A importância de viver

Ou a necessidade de distinguir

Enviaram-me este vídeo que está, como é natural e devidamente identificado, no Youtube.
Não há comentários a fazer, apesar de ser um vídeo já com «alguma idade»...
Para mim, o que importa, é que depois de o ver, achei que, no mínimo dos mínimos, tinha a «obrigação» de o deixar aqui para ser visto.
A quem isto possa proporcionar algumas recordações inúteis, peço desculpa.
A todos os outros, que isto possa servir de alguma coisa em termos positivos.
De qualquer modo, desculpem todos...


O gigante e o anão




D. António Marcelino






O senhor da China passeia-se disponível pela Europa, no meio de manifestações a favor e contra, para comprar as dívidas dos países falidos ou à beira da falência, e propondo-se assinar acordos que lhe permitam acessos sempre crescentes e sem regresso. Quem só vê o dinheiro que precisa, nem se interroga sobre a fonte que o produz e como se acumulam biliões num país com milhões de pessoas forçados a viver como escravos. Para ajudar a Europa virá agora dinheiro de um país que tem o último Prémio Nobel da Paz na prisão, milhares de trabalhadores expropriados na sua terra, gente sem voz para reagir à injustiça, muitos que vivem sob o fio ameaçador da pena de morte, verdadeiros proletários obrigados a produzir sem direitos, milhões de cidadãos proibidos de sonhar com uma vida livre. Mas, como se diz que o dinheiro não tem cor…

In Correio do Vouga de 10 de Novembro de 2010

Eclesialmente

Ser católica na política


Soa-me sempre um pouco estranho quando me perguntam como é ser católico na política. Fico a pensar em que particularidade haverá quando comparado com ser católico no trabalho em geral ou em casa ou com os amigos ou com as pessoas com quem casualmente nos cruzamos na vida. É diferente?


Num instante - é pouquinho -  leia o resto aqui...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Uma visita a Fátima

Imagens da Cova da Iria


Também é verdade que a coisa agrava-se...
A fotomontagem que a seguir apresento, como lá está escrito, é o resultado de uma visita àquele local.
A coisa agrava-se, porque alguém me deu o brinquedo para eu poder fazer isto... brincar às fotografias...
Agora, não sei como isto vai passar, nem sei qual o remédio para este mal.
E ainda não completei todas as possibilidades e outras apresentações que o programa de tratamento das fotos permite. Além disso, quem me permitiu obter o software ainda não me deu a formação completa e adequada. Que espero por ela...
Agora a fotomontagem de Fátima.
Até já...



A nossa terra

Cantinhos locais

É verdade, ainda não passou a onda... porque aqui estou outra vez com outra apresentação de uma montagem de fotografias da minha vila...
Não são apresentados locais pitorescos ou paisagens que encham o olho... apenas fotografias pessoais com as técnicas que que não conheço... porque de fotografia apenas sei uma coisa: carregar no botão de disparo. Mas ficam aqui algumas que, concerteza, já viu. Mas vai ver uma vez mais... porque são para mim as melhores.
A sua identificação, a partir da primeira da esquerda:


1-Um espelho em Lanheses que projecta outra imagem.
2-A praça de S. Pedro no seu início.
3-Um aspecto de um campo, próximo de Lanheses.
4-Na foto grande, a Igreja.
5-Ao lado, também grande, a sede da Junta.
6-Interior da igreja, púlpito.
7-Mapa da freguesia, à entrada do adro da igreja.
8-Local da igreja onde existiu um órgão. A pedra, não visível, atesta a sua existência.

Coisas e Loisas - 29

A biografia de Souza Baptista

Busto de Sousa Baptista, frente às instalações da Casa do Povo, inaugurado em 4-12-1988

Já tive oportunidade de denunciar alguma coisa sobre um trabalho de pesquisa que estou a realizar. Nesse trabalho, há coisas que passam, necessariamente, pelo crivo e pela lupa dos factos, dos elementos e dos casos concretos.
Não sendo intenção «molestar» o trabalho já feito, antes pelo contrário, enaltecer os que por aí existem de muita importância literária e histórica sobre Souza Baptista, ao passar na lupa esses pormenores relacionados com a sua biografia, encontrei um pequeno detalhe que me parece não ter as contas bem feitas.
Não tenho documentos. Tenho apenas factos que, talvez, demonstrem situações que merecem que se diga alguma coisa.
Os factos:
-É conhecido que Souza Baptista nasceu em 19 de Janeiro de 1874. A fonte de confirmação obtive-a hoje, na lápide da sua modesta e simples campa rasa. Nela está os anos de 1874 - 1963.
-Regressou do Brasil em 1927, segundo se encontra escrito em várias fontes históricas. Também hoje, fui à capela lateral de Santo Afonso, na Igreja, e lá está a pedra alusiva que diz: «1927 - Joaquim Soares de Souza Baptista - Principal Bemfeitor desta Capela».
-Desde o ano do seu nascimento até ao ano do seu regresso, medeiam 53 anos. Há quem diga que regressou à sua terra com 43 anos de idade, o que para esta situação concreta é um lapso, talvez das contas feitas.
- Faleceu em 28 de Outubro de 1963. Contados os anos desde a data de nascimento, na hora do seu falecimento tinha a provecta idade de 89 anos. Neste caso não há qualquer divergência. Já o disse em post anterior que em 28 de Outubro de 1963 não estava eu na freguesia, mas na Guiné. Mas com isto não quero valer-me de qualquer desculpa.
Se qualquer lapso não existir no que acabo de anunciar, penso que fica feita uma correcção sobre as contas, cujo cálculo terá sido objecto de algum lapso involuntário. Mas sendo um lapso, não me parece correcto que ele fique mencionado da mesma forma, sem que haja alguém que o altere. É de elementar princípio ético fazê-lo. Todos cometemos lapsos...
Era só isto...

A nossa terra

Bispo D. Ximenes Belo nestas terras


Como foi profusamente noticiado, o Bispo Emérito de Dili (Timor-Leste) e prémio Nobel da Paz, D. Carlos Ximenes Belo, vai estar na freguesia no proximo dia 23 de Novembro (terça-feira).
Por volta das 11:30 horas será recebido na sede da Junta de Freguesia.
Seguirá para a Fundação Nossa Senhora da Conceição, desta freguesia, visitando os seus utentes e ali lhe será servido o almoço.
Por volta das 14 horas vai até à escola EB2,3, na qual está elaborado um programa, com uma sessão solene com a participação do presidente do Agrupamento, António Portela, do presidente da Junta (Carlos Alberto Pereira) e do presidente da Câmara (Gil Nadais). O Bispo D. Ximenes apresentará uma comunicação sobre o tema «Direitos humanos - defesa e violação».
A participação dos alunos também se encontra prevista com algumas actividades adequadas, com um cordão humano e música.
Está prevista a presença das individualidades locais, nomeadamente do Presidente da Câmara e presidente da Junta, além dos elementos do Agrupamento, como antes se referiu.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 13

No tribunal por reuniões ilegais


Novas instalações e, ao fundo, o primeiro edifício da Casa do Povo

Decorria o ano de 1972. Ali para os lados de Pessegueiro do Vouga, no mês de Agosto deste ano, propaga-se um violento incêndio. A sua origem, dizia-se, terá sido o «Vouguinha». Por isso, o comboio acabou e passou-se aos transportes públicos em autocarros por conta da CP. Foi uma confusão geral. Depois vieram automotoras a diesel, a conta gotas. Agora voltaram comboios a várias horas do dia. Ainda bem. Mas vamos ao que importa.
O violento incêndio, devastou durante alguns dias (pelo menos os dias 18, 19 e 20 de Agosto) as freguesias de Valongo do Vouga, Macinhata do Vouga, Préstimo e Talhadas. Andou aqui perto de casa. Numa reunião após esta tragédia, a direcção da Casa do Povo resolveu ceder as suas instalações para reuniões das pessoas afectadas que se relacionassem com aquele incêndio, recolhendo assinaturas dos proprietários das matas queimadas, para ser enviada uma petição ao Presidente do Conselho de Ministros, na altura o prof. Marcelo Caetano.
Mais tarde, numa reunião da direcção em 12 de Novembro de 1972, constata-se que se realizaram três reuniões para tratar de problemas postos pelo grande incêndio de Agosto de 1972. A primeira promovida pelo Presidente da Câmara, que esteve presente. A segunda não teve o Presidente da Câmara possibilidade de estar presente para assistir e a terceira por produtores interessados.
A direcção deu todo o apoio, como era seu dever, e tinha sido deliberado, pessoalmente expressa ao Delegado do INTP (Instituto Nacional do Trabalho e Previdência) já extinto. Mais tarde foi enviada uma exposição ao Presidente do Conselho de Ministros com 365 assinaturas, através daquele Delegado do INTP.
Passados alguns dias a direcção foi notificada para comparecer no Tribunal Judicial de Águeda, pois a GNR dizia que se tinham feito reuniões ilegais na sede da Casa do Povo. A acta que refere este facto histórico deixa vincada que são de lamentar as incompreensões e o vexame a que a direcção foi sujeita.
Não sabemos como as coisas acabaram.
Mas sabemos como as coisas eram!!!!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Coisas da Guiné - 32

Estranha Noiva de Guerra

Comecemos por dizer que há muito tempo não trazia aqui qualquer coisa sobre a Guiné. Temos agora um motivo, que se trata de um romance de Armor Pires Mota, que tem aquele título. Tenho vários livros deste prestigiado escritor, de Águas Boas-Oiã, alguns deles como tema de fundo a guerra que foi vivida na Guiné. Somos amigos há muitos anos e cabe aqui recordar até alguns factos.
Quanto à guerra, sofreu mais o Armor que eu, como por aqui tenho denunciado. Para além do Armor me ter valido e ajudado, moralmente, num momento trágico da minha vida, após a Guiné, bem como sua saudosa esposa, já falecida, aproximou-nos o trabalho, o jornal Soberania do Povo, as reportagens de «O Préstimo a caminho de Lisboa» (antes de 1974) e agora a Guiné e outras coisas que não importam.
É quanto à Guiné que existe a maior surpresa da vida militar de ambos. O Armor foi para um local diferente daquele que me foi destinado. Nunca nos encontramos na Guiné. Teve uma vida de guerra muito sofrida, na sua CCav 490 (se não estou em erro). Uma outra curiosidade, está no facto de ambos, embarcados no mesmo navio, chegamos a Lisboa, sem nunca, mesmo no barco, nos termos encontrado.O navio era o «Niassa». Continuamos com os nossos contactos, por causa disto e daquilo e dos livros, e só de vez em quando.  Ultimamente um pouco mais. Agora por causa do livro com aquele título.
O livro tem uma programação prestigiada para o seu lançamento. E vai ser:
- 10 de Novembro, pelas 18:30 horas, na sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa, por Beja Santos.
- 13 de Novembro, pelas 16 horas, no Centro Cultural Élio Maia, no Silveiro, por Beja Santos.
- 19 de Novembro, pelas 21:30 horas, na Livraria Bertrand, do Forum de Aveiro, por João de Mancelos.
Dos direitos de autor, prescindiu ele dos mesmos em favor dos Centro de Apoio de Inclusão Social, da Liga dos Combatentes.
O Dr. Beja Santos também foi um militar da e na Guiné. E é autor de vários livros da sua vivência neste país.
No dia 13 de Novembro, no Silveiro, lá estarei.
Para terminar, este factor importante:
Estava a chegar a casa, agora há pouco, e vi que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI, apresentou este livro de Armor Pires Mota. Daí o facto de me ter lembrado desta nota, já longa, aqui. Ainda não tenho o livro e estou curioso e ansioso para o ler.
Em cima uma amostragem da capa, com uma fotografia genuína da Guiné. O Armor ainda me telefonou a perguntar se eu tinha uma foto da Guiné que incluísse aquela imagem de um soldado a ser transportado, ferido ou morto.Queria que a capa do livro tivesse esta imagem. Ele lá sabe porquê. E quando o ler, certamente que ficarei também a saber...

Blogues da freguesia - 6

Paróquia de Valongo do Vouga



Estamos em maré de dar a conhecer a quem, naturalmente, não saiba, da existência de alguns blogues. Estou convencido de que este que agora é apresentado, pelo menos aqui, não será de todo desconhecido.
Aliás, ficaria deveras surpreendido se houvesse alguém que tivesse a coragem de manifestar o seu desconhecimento, ou que, normalmente não o «visita». Principalmente por parte daqueles «evoluídos que se manifestam e identificam como cristãos».
É evidente que, tal como o apaixonado pelo teatro, pela música, pelo desporto, ou até praticante de qualquer destas ou de outras actividades colocadas ao dispôr da humanidade, seria inadmíssivel que relativamente a essas mesmas actividades desconhecesse alguns dos seus factores e até história.
Ora, com este caso e relacionado com os cristãos de Valongo, não podemos aceitar, embora isso, creio bem, se verifique.
Não vamos escalpelizar o seu conteúdo, porquanto o mesmo não podia aceitar-se de outro modo que não fosse só e simplesmente aproveitar este meio envolvente da sociedade para transmitir o que sobre Evangelização se vai realizando e, também, a mensagem que quer transmitir. E isto está ao alcance e conforme as possibilidades dos colaboradores do blogue.
Não que não tenha já tido intervenções e comentários, talvez «ciumeiros», de alguém que se manifesta contra isto e contra tudo... porque terá sido «esquecido»... porque não aparece a tomar a sua responsabilidade, foi respondido assim uma vez. Também Cristo foi contestado... porque incomodou os poderes instalados. Esses que criticam, talvez ingenuamente, fazem-no por ignorância e na ausência de alguma cultura... religiosa...
Sempre assim foi, e é difícil acabar com este tipo de situações. Só há uma coisa a fazer: continuar!
Mas a intenção é mostrar o blogue, como temos feito e o faremos a outros.

sábado, 6 de novembro de 2010

A heráldica da freguesia

Porquê verde e amarelo?

Ao lado e abaixo apresentam-se três situações relacionadas com a heráldica da freguesia de Valongo do Vouga. Ando a tentar descobrir o porquê das cores verde e amarelo (e ainda um azul) que foram adoptadas. Tenho desconfianças, mas não certezas e provas.
Parece esquisito estar a fazer esta interrogação, dirão. Mas não, e eu explico porquê.
A heráldica anterior, antes da mudança de estatuto, está legalizada por Parecer emitido em 21/2/1996, com publicação no Diário da República nº 135, de 12/6/1996 e registado na DGAL, sob o nº 22/96, de 25/6/1996. 
E antes desta situação, a heráldica era como ainda é. Penso eu...
Poderão responder-me: «Passaste pela Junta e esta dúvida nunca foi levantada?» É verdade, nunca me passou isso pela cabeça... e agora fazia jeito.
Na Junta de Freguesia nada mais me sabem explicar além disto. A nova heráldica, que vai ser diferente mas respeitando as mesmas cores de base actuais, está em curso.
A heráldica da Câmara Municipal também está com as mesmas cores de base. Mas o que quero saber é como nasceu, de quem foi a ideia, quais as motivações e significados que se levou a enveredar pelo verde e amarelo! 
Qual a primeira legislação que veio disciplinar e criar regras para a heráldica das localidades (freguesias e outras)? Será a Lei 53/91, de 7 de Agosto? E antes de 1991? Eu confesso que não sei... Alguém sabe?
Por intermédio da Junta de Freguesia, chegou a ventilar-se a hipótese de uma pergunta ao Organismo Oficial sobre este assunto. Mas, ao que parece, as respostas ficam para um amanhã...
Em cima o Brazão antes da alteração de Estatuto, a Bandeira e o Estandarte, ainda do antigamente.


Bandeira para hastear em edifícios


Estandarte para cerimónias e cortejos

Gente destas terras - 35

Padre João Maria Carlos
3/10/1900 - 6/11/1957


Foi também, e cabe aqui nesta rubrica, «Gente destas terras». Porque o foi na realidade no desempenho do seu múnus.
Faz hoje, 6 de Novembro, que desapareceu este prelado. Que paroquiou nesta freguesia. Não o cheguei a conhecer, mas muitas pessoas me falavam dele. Penso que foi ele que me administrou o sacramento do Baptismo. Saiu em 23 de Abril de 1948, indo exercer a sua acção evangelizadora em Ílhavo. Era um homem bom, cativante, pelo que depreendia das histórias e do modo como me falavam dele.
Nasceu na Gafanha da Nazaré a 3 de Outubro de 1900. Ordenado em 11 de Março de 1933.
Faleceu na Murtosa a 6 de Novembro de 1957, onde, entretanto, se encontrava como Pároco desta vila.
Deixou marcas na freguesia, quer pela sua aproximação com os paroquianos e outras iniciativas, nomeadamente pela construção da residência paroquial, erguida no tempo da sua permanência aqui.
Como tenho dito, deixo esta lembrança e esta efeméride, para recordação de alguns poucos que com ele conviveram e ainda estão no nosso número. Para os mais novos, que fiquem a saber que este homem passou por cá. Caso contrário, nós próprios é que apagamos e destruímos a história.
Para terminar: a um amigo da Gafanha enviei há uns tempos atrás esta digitalização. Fui surpreendido com a resposta esclarecedora que da família a que pertencia foram dados à Igreja apenas (!) cinco sacerdotes.


Nota: Com a ajuda do jornal «Valongo do Vouga» de Janeiro de 1978, página 9.

Os benefícios e os ganhos

À procura do tesouro


Quantas férias perdidas, quantas madrugadas passadas no escritório ou no laboratório foram gastas antecipadamente como preço das fortunas, aparentemente fáceis, ganhas na Internet? São incontáveis, como um número demasiado elevado de esposas nos poderia dizer.


Veja este pequeno texto completo por aqui...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A nossa terra

Vistas de Macinhata do Vouga

No seguimento da apresentação, em fotografia, de alguns recantos destas terras de Marnel e Vouga, tinha já por aqui uma fotomontagem que nos mostra alguns pontos da freguesia de Macinhata do Vouga.
Respeitando a orientação que desde o início demos a este trabalho, fica hoje por cá esta amostra que espero seja do agrado de quem nos visita e de quem conhece os locais.
Claro que esta apresentação pode considerar-se incompleta, pois dentro da sua área geográfica faltam ser incluídos outros locais de interesse, como, por exemplo, convento de Serém, Carvoeiro. Mas justificam que se apresentem, pelo que voltaremos mais tarde.




O Tempo

Luís Miguel Cintra lê o Eclesiastes



«Todas as coisas têm o seu tempo. E todas passam debaixo do céu, segundo o termo a que cada uma foi prescrito.
Há tempo de nascer e tempo de morrer. Há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Há tempo de matar e tempo de sarar. Há tempo de destruir e tempo de edificar. Há tempo de chorar e tempo de rir. Há tempo de se afligir e tempo de saltar de gosto. Há tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar.»


(Terceiro capítulo do livro do Eclesiastes lido pelo ator e encenador Luís Miguel Cintra na Capela do Rato, em Lisboa).


Acompanhe o vídeo desta leitura no SNPCultura aqui
Pode ver ainda os dois anteriores vídeos

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Blogues da freguesia - 5

Trilhos de "Ualle Longum"


Vamos hoje ver um blogue da freguesia, que tem mérito e gosto. Não só pelo que representa em termos bloguistas, mas também pela informação disponibilizada àcerca de um desporto a conquistar cada vez mais jovens praticantes: o BTT.
Os seus autores e responsáveis até adoptaram no seu endereço e na barra lateral o nome do seu lugar, como era conhecido desde tempos imemoriais, que vão muito para além da idade média: Faramontanos.
Além destes pormenores a mais valia que contém é exactamente consubstanciada pelas imagens que este desporto ocasiona e com ele se podem obter. Fotos de rara beleza, proporcionadas pela natureza, uma vez que este desporto está sempre intimamente ligado e em contacto com ela.
Pelo que representa, em termos locais e não só, fica aqui o registo da existência destes «Trilhos de Ualle Longum», residente no seu Faramontanos. Um pouco mais de actualidade, não ficava mal... mas quem somos nós para afirmar isto?... não temos nada a ver com isso... e estamos, certamente, fora da época do BTT!


O seu endereço: http://www.faramontanosbtt.blogspot.com/

A Junta de Freguesia na história - 63

Câmara vende o que não é seu...

A Cruz do Almagre, é próximo do local que esta foto apresenta

Antes dos terrenos baldios da freguesia terem passado para a propriedade da Junta, conforme historia o prof. Vidal, cujos factos já aqui reproduzimos, convém lembrar que ora vinha uma Câmara que tornava paroquiais tais terrenos, como vinha outra que de imediato anulava aquela deliberação, como ele mesmo o escreveu.
O que se narra e se transcreve a seguir, estaria incluída na parte da deliberação ainda em vigor, de serem paroquiais os baldios. Isto a julgar pela reacção da Junta de Freguesia a uma alienação que a Câmara pretendia levar a efeito de um desses terrenos, dentro da sua jurisdição. Vamos ler o conteúdo da acta da sessão de 14 de Junho de 1914, que diz assim:

«... foi lido na mesa o expediente que constava de: - Um edital da Câmara Municipal deste concelho anunciando a venda de um tracto de terreno baldio, no limite da Cruz do Almagre, pertencente à área desta freguesia. A Junta de Paróquia, ponderando que os terrenos baldios desta freguesia são paroquiais, razão já de sobra para que aquele não possa ser alienado senão por esta Junta, mas considerando além disso que parte do dito terreno está considerado como de logradouro comum indispensável dos povos desta  e doutras freguesias, deliberou reclamar contra a alienação do mesmo terreno, com base nestes fundamentos, devendo fazer-se sentir à mesma Câmara Municipal que esta Junta não cederá nem deixará perder nenhum dos seus legítimos direitos e interesses.»

Segue-se a descrição de outros expedientes de somenos importância histórica.
E era assim. A César o que é de César...


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Gente destas terras - 34

Artur Tavares Corga


Só agora tive oportunidade de aceder a este lugar, para dar nota de uma efeméride. Triste efeméride! Porque foi exactamente no dia 3 de Novembro, do ano de 1955, que faleceu este insígne Valonguense.
Digo isto sem falsas vaidades ou outras intenções, que não vêm ao caso. Mas só porque se tratava de um Homem de cujo espírito de iniciativa e empreendedorismo muito havia a esperar.
Lembro-me muito bem, que este homem morador na Rua António Pereira Vidal Xavier, ali no cruzamento das estradas da Valinha-Empresa-Aldeia-Póvoa, na casa que muito é conhecida pela «casa da D. Céu Corga» tinha estampado no rosto as fisionomias próprias de um homem de sonhos e ideias, e de ideais, acrescente-se também.
Teve uma vida dedicada à indústria, começando por se dedicar à construção civil, aliás, na esteira de seu pai, Manuel Tavares Corga. A «Empresa», como era conhecida, e oficialmente 'Empresa Industrial de Arrancada, Lda.' foi apenas um dos saltos dos que teria o sonho de ainda poder dar.
Tenho ainda bem presente que me deu, uma vez, uma boleia num veículo ligeiro, parecido com as actuais Opel Astra, creio que Bedford, de Águeda para casa. E a estrada que percorreu foi pela Mourisca.
Lembro-me ainda que a sua morte, quando conhecida, foi de um impacto bastante forte nas pessoas da freguesia. O acidente de viação que o vitimou, foi provocado pela camionete que conduzia, quando vinha de Abrantes para Valongo, perto de Tomar. Na camionete transportava uma prensa de certa envergadura, salvo erro destinada a um lagar de azeite, que o entalou na cabine, quando a mesma prensa se deslocou após uma travagem. Não sei agora se houve terceiros envolvidos no acidente. Interessa-me a efeméride do acidente que o vitimou e não as causas.
Era efectivamente um valor da freguesia, de quem muito havia a esperar.
Só para recordar aos mais velhos e dar a conhecer aos mais novos. Cujo nome se vai esfumando no nevoeiro dos tempos, sem, ao menos, estar perpetuado em qualquer esquina das nossas ruas, numa fria placa de pedra. Não é ingratidão. É isso mesmo: esquecimento.

(Com o apoio do Jornal «Valongo do Vouga», de Janeiro de 1978, página 8)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Diálogo


Este folheto, distribuído todos os domingos na Paróquia da Glória (Sé), de que distinguimos a primeira página, é uma folha A4, dobrada (ficando, como é lógico em tamanho A5), sendo a primeira do comentário ao Evangelho do respectivo domingo ou celebração, e as restantes páginas são notícias, actividades e, na última, informações sobre o que se passa em todos os dias da respectiva semana. Certamente que muita gente conhece. Mas fica a intenção de dar a conhecer. Outras paróquias adoptam o mesmo sistema com outros nomes ou por outras vias.
Passada a apresentação, para ampliar clique na imagem e leia, se quizer, o conteúdo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Blogues da freguesia - 4

«Valongo do Vouga»

É minha intenção trazer aqui, de vez em quando, uma amostra dos blogues que estão espalhados por alguns sítios da freguesia. Aliás, a iniciativa já começou.
Hoje vínhamos com a intenção de «mostrar» mais um blogue, já muito conhecido, que dá por título principal «Valongo do Vouga». É um blogue do Filipe Vidal, que não necessita de apresentações, com conteúdo generalista e noticioso de tudo o que se vai passando pela freguesia. E não deixa passar uma...
Recomedá-lo, incentivar a sua visita, mostrá-lo aos circunstantes, parece-me que já não é preciso. Todo o seu trabalho fala por si. Portanto, mais que comentários, à vezes a cair no despropósito, é bem melhor ficar por aqui, com a digitalização de uma das suas últimas páginas. Que tenha muitos anos de vida!



Esqueço-me sempre: falta indicar o seu endereço: http://valongodovouga.blogs.sapo.pt/

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO XXXIV


Vista do bairro das Fontainhas no Porto

Ficámos em contar como é que o segundo «assalto» de que se salvou Joaquim Álvaro, quando foi «obrigado» a deitar-se na banheira cheia de roupa molhada por cima do seu corpo (embora com uma tábua a separar) foi provocado por uma indiscrição de uma criada de fora, que era conhecedora do que se passava dentro da casa de Ransam.
Esta contou ao seu namorado, que era sargento da guarda municipal, que um indivíduo que acompanhava as Meninas Mascarenhas se tinha escondido em casa dos seus patrões.
Este sargento, espertalhão, como o anterior, pensou também que poderia ganhar algumas moedas de ouro prometidas e deu (parte) conhecimento aos seus superiores desta informação da namorada.
Tanto o pai de uma das discípulas de madame Mesnier como o sargento da municipal ficaram logrados. Neste caso repetiu-se o mesmo quando passaram por Eixo (Aveiro). Aqui, a criada da D. Maria Júlia foi dizer ao namorado que estava gente suspeita em casa da sua ama. No Porto, a criada de fora de Pedro Ransam contou ao seu apaixonado o que se estava a passar na casa de seu patrão. Estes dois factos são equivalentes através do mesmo sentimento. E semelhantes quanto ao desfecho.
Dizia o Dr. José Joaquim da Silva Pinho que havia apenas uma pequena diferença: o enamorado de Eixo era cambaio e torto, o enamorado municipal era esbelto e direito.

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