segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pessoas e factos

A caça desportiva dos anos 30 aos anos 60-séc. XX
Manuel Rachinhas e os companheiros

Temos falado  com alguma frequência e por diversos motivos do fenómeno da caça, no qual era «mestre» o homem de Aguieira, funcionário dos Correios, de nome Manuel Ferreira Rachinhas. Para desempenhar as suas tarefas, durante dezenas de anos, calcorreou as estradas, na altura pergiosas pelos assaltos e assassinatos que naquelas paragens inóspitas e isoladas se iam verificando de quando em vez, e ia desde Aguieira a Aguada de Cima. O local ponde onde passava era a então perigosa Gândara do Vale do Grou, hoje cheia de fábricas e outro tipo de instalações, sempre apinhadas de gente.
O sr. Manuel Rachinhas, calcorreava, todos os dias, aquelas perigosas e assustadoras estradas e percurso.
A propósito do sr. Manuel Ferreira Rachinhas e outros comparsas da caça, fui hoje premiado com três fotografias antigas que apenas pretendem «mostrar» um pouco dos tempos de caça, que se viviam naqueles tempos, de uma forma acentuada.
Este favor devo-o ao meu amigo António Rachinhas, filho daquele, que está a ultimar mais um livro, que considero curioso, porque investigou as origens de toda a família, indo encontrar alguns familiares no Brasil, onde já se deslocou em visita, de que já recebeu retribuição, que ao fim de dezenas de anos se reencontram.
Mas o António não está para ficar só por aqui. Tem em curso outras investigações. E nelas, até parece que
teve familiares clérigos colocados em funções eclesiásticas de preponderância.
Mas como nao estamos aqui para contar (mesmo um pouco) alguma coisa do que ainda se encontra envolto em trabalho de pesquisa e de confirmação, vamos mostrar, as fotografias, das quais o António teve a amabilidade de identificar a maioria de alguns personagens nelas inseridas. Vamos ver:

Uma jornada de caça, só com intervenientes da freguesia de Valongo, assim identificados:

De pé da esquerda para a direita:
1 - Não indentificado
2 - Raul Castelão (muito conhecido assim)
3 - Joaquim Adjuto (Joaquim Fernandes de Oliveira-Veiga)
4 - Manuel Adjuto (Manuel Fernandes Oliveira-Aguieira)
5 - António Paula (António Marques da Silva Paula-Aguieira)
6 - António Nunes de Melo, de Arrancada (nome completo por gentileza das autoras de http://apoesiadaisamar.blogspot.com/)
7 - Dr. Mário Pinho - Aguieira
8 - Manuel Rachinhas - Aguieira
9 - Herculano Bastos - Arrancada
10 - António da Laurinda (como era conhecido)

Sentados da esquerda para a direita:
1 - Dr. Augusto Santos, de Aguieira
2 - João de Bastos Xavier, Arrancada
3 - António Bastos Xavier (um pouco encoberto)


Lembrança de mais uma caçada,  que parece se ter desenrolado para os lados da serra da Lousã. Este grupo foi constituído talvez por caçadores de variadas proveniências. O sr. Manuel Rachinhas é perfeitamente identificável, no segundo lugar dos que estão de pé, a contar da esquerda e utilizando fardamento militar do tempo. Isto quer dizer que neste dia, proveniente de alguma folga militar, o sr. Manuel Rachinhas não esteve com meias medidas: vai mesmo à caça com a «vestimenta» militar.

Esta tertúlia de caça é constituída por pessoas do concelho de Águeda, que me foi identificada pelo António Rachinhas, alguns deles que foram meus conhecidos. Deste modo, a «farra» aconteceu em fins dos ano cinquenta, princípio dos anos sessenta, século XX, e nela estão:

Atrás em segundo plano, da esquerda para a direita:
1 - Não identificável
2 - Professor Gameiro
3 - Joaquim Adjuto (Joaquim Fernandes Oliveira, Veiga)
4 - Engº Miguel - Águeda
5 - Professor Bernardim

De frente, da esquerda para a direita:
1 - Manuel Pinto
2 - Jaime Barbeiro
3 - António Figueira
4 - Manuel Rachinhas
5 - Augusto Valente de Almeida
6 - Manuel Valentede Almeida, de pé ao lado do grupo.

De notar que a brincadeira do António Figueira era peculiar. Aqui lá está na farra, despejando espumante por cima do sr. Manuel Rachinhas. Era assim a convivência. E, para terminar, há uma particularidade que tem de ser evidenciada. Estes grupos de pessoas «construíam» e mantinham uma grande solidariedade entre si e cimentavam uma amizade indestrutível. Belos tempos, belos exemplos. Sem invejas... digo eu...

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