domingo, 31 de maio de 2009

MUSICAS DE ONTEM E DE SEMPRE

Sempre fui um fascinado por música ligeira de qualidade e, entre esta, de música que tenha um instrumento como solista. Por isso, coleccionei durante algum tempo uma razoável quantidade de Cd's com música cujo instrumento principal em cada uma das peças fosse solista, nomeadamente de trompete, saxofone, flauta de pan, piano, violino, clarinete, acordeon, guitarra portuguesa e outros mais.

Vem a propósito o vídeo que inseri e que se refere a um grande instrumentista de nome Arturo Sandoval, que fazia as delícias dos ouvintes com a sua trompete. Este é um dos exemplos.

Não estou a dizer que quero que gostem... Mas que apreciem.

Há outras versões.

Vale a pena ouvir até ao fim...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

ÁLVARO CUNHAL

Certamente que poderão existir algumas interrogações (e até surpresas) sobre este post que agora acabo de publicar.
Para mim não há interrogações. Há apenas factos que constituem história de Portugal. E quer queiramos ou não, Álvaro Cunhal tem e fez uma história bastante interessante em Portugal. Como outros a têm e também fizeram, desde D. Afonso Henriques, a Sidónio Pais, a Salazar, a Spínola, a Mário Soares e tantos mais que ficaram até no anonimato ou dos quais já todos nos esquecemos.
Então porque é que aparece aqui e o que é que tem a ver com o blogue «Terras do Marnel» o nome de Álvaro Cunhal? Não é a história do político, escritor e artista que aqui vou descrever (porque é muito longa e tinha muito que contar), mas dizer o que tem a ver com a freguesia de Valongo e Macinhata e que, talvez para os mais novos, seja de grande curiosidade, admiração e surpresa.
Estou a coligir alguns elementos mais correctos e concretos, de fonte fidedigna, que pessoa amiga me irá facultar, com dados mais precisos para os dar a conhecer.
E esta história foi-nos sugerida por outra pessoa também conhecida de todos os Valonguenses e que nunca teve nada a ver com a figura e a pessoa de Álvaro Cunhal, falecido em 13 de Junho de 2005.
Daqui a alguns dias aqui esplanaremos o resultado dessas pesquisas e da confirmação daquilo que Álvaro Cunhal tem a ver com a nossa pequena região do Vouga.
Dêem-me algum tempo...
Obrigado...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

IMAGENS DA REGIÃO DO VOUGA


Imagens de alguns locais (da freguesia de Valongo), do rio Vouga e da mítica estação ferroviária de Sernada do Vouga, sempre falada e exigente, mas pouco atendida naquilo que representou e ainda representa para a população (para o País) e para a história; o caminho de ferro e a sua estação, que servia de entroncamento de linhas de Espinho-Viseu-Aveiro. Para recordar e ver como estão as suas actuais instalações... degradadas e condenadas!

domingo, 17 de maio de 2009

AS FAVELAS DO DUBAI


Uma pessoa das minhas relações enviou-me, há já bastante tempo, um mail. No assunto do mail vinha um título que me despertou muita curiosidade e dizia: AS FAVELAS DO DUBAI.

Abri e vi que no mail vinham estas fotos que aqui deixo, para matar a curiosidade das ditas favelas que lá (talvez não) existem....

quarta-feira, 13 de maio de 2009

25 DE ABRIL DE 1974-EPISÓDIOS - IV

Para terminar esta série de episódios e postes sobre o 25 de Abril, tal como já deixei entender nos anteriores, tudo isto foi apenas uma mera abordagem ligeira, com dados apenas vividos por mim, naquele dia e ano, em Lisboa.
Como tinha prometido aqui deixo alguns (poucos) pormenores sobre o conteúdo dos jornais daquela data e seguintes. Era fastidioso estar a transcrever algumas passagens dos noticiários, tornando bastante maçudo o post e a sua consulta.
Deixei isso para segundo plano e pensei que o melhor seria digitalizar as primeiras páginas de alguns desses jornais (não todos), porque outros eram de formato que já não se usa e a sua digitalização, para o meu equipamento, era tecnicamente incomportável.
Então teria que dizer que além dos jornais que estão em slide, tenho ainda em meu poder outros, como o “Diário de Notícias” (que era um autêntico lençol de papel). O “Século”, a “Época”, o “Novidades”, também lençóis de papel!
Entre estes, um dado histórico: todos os matutinos de 25 de Abril, nada diziam sobre a revolução que se desencadeou nessa madrugada. Só o «Século» trazia numa das páginas interiores um pequeno apontamento, em caixa, com sintomas de ter sido elaborado à última hora, a informar que parecia estar em marcha um movimento militar. E pouco mais adiantava. Penso que este facto não deve ter sido apresentado aos Censores do lápis azul e passou despercebido. Não tenho esse número de «O Século».
Em contrapartida, os jornais vespertinos, que saíam para a rua cerca das 17 horas, pouco mais ou menos, começaram a sair antes, com títulos bombásticos e a reflectir, como se pode ver no slide que aqui junto, alguma curiosidade, estupefacção, surpresa.
Os matutinos do dia 26 de Abril foram então mais minuciosos, porque já tinham mais material noticioso que puderam tratar de outra forma e com mais tempo e actualidade.
Não posso deixar de evidenciar a fotografia que o Diário Popular apresenta, que me parece ser exactamente as cenas do filme que ainda este ano vimos na televisão, sobre o Salgueiro Maia, e que se desenrola entre ele e um brigadeiro, salvo erro. É, para mim, interessante essa fotografia, irmã gémea dessa tal cena do filme.
Penso também que é interessante frisar (e não constitui nada de especial para o tempo, quanto a informação e oportunidade comercial que representava) que havia jornais que se editavam duas vezes ao dia. Pode isto ser confirmado pela edição do slide que tenho aqui, nos quais surge essa indicação.
Uma particularidade que vi apenas em um jornal; o «República», único jornal da oposição que se publicou durante muitos anos antes do 25 de Abril, do qual era Director Raul Rego, que depois foi deputado pelo Partido Socialista, fazia publicar em roda pé da 1ª página, esta frase: «Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura». Penso que esta frase, em afirmação positiva, era obrigatória em tudo quanto fosse Comunicação Social. Ou seja: - "Este número foi visado pela Comissão de Censura". Mais tarde passou a denominar-se "Exame prévio".
E posso acrescentar que a partir do momento em que se sabia que numa esquina havia jornais, eles desapareciam num ápice. Então eu e o meu companheiro de trabalho montamos uma estratégia. Ele ia para um local onde sabíamos que estava a acontecer a venda e eu ia para outro. E comprávamos sempre dois exemplares de cada título. Assim, não corríamos riscos de ficar sem um ou outro título. Porque naquele dia e nos seguintes, todos interessavam…
Entretanto a vida toma o seu curso normal (fomos trabalhar na sexta, dia 26 de Abril) e já tivemos alguma dificuldade em conseguir os jornais dos dias seguintes. Mas ainda tenho alguns deles…com conteúdos interessantes, mesmo passados todos estes anos, em que muita coisa veio ao de cima!

domingo, 10 de maio de 2009

25 DE ABRIL DE 1974-EPISÓDIOS - III

Acabei o último post sobre o 25 de Abril de 1974, no almoço possível num restaurante que encontramos a funcionar. Após o almoço, a interrogação era: “E agora, o que vamos fazer, onde é que havemos de ir?”
Como na zona norte da cidade os transportes públicos funcionavam quase normalmente, surgiu-nos a repentina ideia de apanhar um autocarro e ir até ao aeroporto. Como se sabe, o aeroporto era uma estrutura essencial num caso destes e, portanto, havia que ir “basculhar” o que se passava por lá.
E lá fomos… Chegados ao aeroporto visitámos todas as estruturas, vimos (pensamos nós) tudo o que era possível, espreitamos para as pistas, instalações e nada de movimentações à vista desarmada. Claro que em pontos estratégicos havia muitos militares. Movimento de aviões era nulo. Presença de pessoas e já da parte da tarde daquele dia era insignificante. E o tempo ia correndo…
Goradas, talvez, algumas das nossas expectativas, regressamos de autocarro, que se movimentavam normalmente. E de tal modo o fizemos que, mal demos por isso, já a tarde ia a mais de meio. Mas chegamos exactamente outra vez ao Quartel do Carmo, na baixa, a ponto de assistir ao culminar da rendição do poder político instalado, no meio de uma confusão enorme de entusiasmo e de manifestações espontâneas da população.
De repente, abre-se uma porta de grandes proporções e de dentro sai uma viatura militar, uma Panhard, com o nome de «BULA», e toda a gente gritava que dentro dela iam o professor Marcelo Caetano (o então primeiro-ministro) e mais alguém que fazia parte do governo. Logo atrás, saía um peugeot preto, no qual seguia o general Spínola e isso não nos oferecia dúvidas, porquanto o carro tinha o vidro do óculo traseiro completamente partido. Como e onde não sei…
Por curiosidade, assinalar que o nome do veículo blindado coincidia com o nome de uma localidade na Guiné onde, onze anos antes, eu tinha estado em serviço militar.
Tanto o veículo militar blindado como o carro preto, onde ia o general Spínola, logo que as condições o permitiram, arrancara a grande velocidade em direcção à Praça do Comércio e dali, pelo que de imediato se constava, foram para o RAL1.
Há noite, já se sabia que o professor Marcelo Caetano, primeiro-ministro, o almirante Américo Thomaz (presidente da república) e outros membros do governo, foram de avião para a Madeira, onde permaneceram, praticamente, uma semana e dali foram exilados no Brasil. O primeiro acabou por falecer lá, após ter sido destacada figura nos meios académicos brasileiros.
Nota: - A primeira foto, Panhard, foi obtida através do site da marca. É um modelo mais recente que a dita «Bula». As fotos do prof. Marcelo Caetano e Américo Thomaz, foram obtidas através de Wikipédia.

A seguir: resumo dos jornais de 25-26 de Abril de 1974

quarta-feira, 6 de maio de 2009

25 DE ABRIL DE 1974-EPISÓDIOS - II

No último post deixei uma pequena curiosidade do que se passou no inicio da manhã de 25 de Abril, quando me encontrava em Lisboa.
Pegando no local onde deixei o referido post, o que a seguir se passou comigo e com um companheiro de trabalho, foi que, naturalmente, nos dirigimos para o local de trabalho e ali aguardamos instruções.
Esse local ficava mesmo em frente da avenida António Augusto de Aguiar, onde, como já expliquei, se encontrava o comando geral da PSP. Dada a imponência do prédio, pelo menos em altura, interessava-nos ver. Então toca de “assaltar” o 11º andar e dali apreciar o que se ia passando, mas que pouco ou nada víamos. Até que cerca das 9h30 da manhã lá recebemos instruções que, não havendo condições para trabalhar, podíamos ir embora.
Foi o que gostámos de ouvir. Dali, a nossa preocupação foi ir de imediato para a baixa. Como os transportes, nas artérias de acesso à baixa, eram escassos, lá fomos avenida da Liberdade abaixo, até aos Restauradores, Rossio e Rua Augusta. Foi uma bela estafa e um bom exercício físico!
Se naquelas artérias, pouco depois das 10 horas da manhã, ainda se andava quase normalmente, passar a Rua Augusta e chegar à Praça do Comércio, é que já não havia nada para ninguém. À entrada desta rua e das seguintes na baixa pombalina, alguns militares devidamente armados, mas com uma calma impressionante, como se nada se estivesse a passar, barricavam, com postura um tanto discreta, diga-se de passagem, e apenas nos disseram que não nos deixavam ir ate à praça do Comércio, por uma questão de segurança. Agradecemos e demos meia volta…
Mas a nossa curiosidade era ver o que se passava junto dos edifícios que constituíam a sede dos ministérios (a praça do Comércio, como se sabe e já referi). Então, a primeira coisa que foi feita a seguir, foi, já próximo de Egas Moniz, comprar um pequeno receptor, pelo qual íamos ficando a saber o que se ia dizendo e passando.
Sendo o objectivo o que já antes referi, só nos restava um local alto, para melhor poder ver para baixo – para a Praça do Comércio, repito – e assim a ideia foi ir a pé até ao Castelo de S. Jorge. E lá fomos a subir. Chegados ao Castelo, nada vimos de especial a não ser um barco da marinha de guerra que andava rio acima, rio abaixo, precisamente na direcção dos Ministérios.
O tempo passou e era quase meio-dia. Regressados ao “local do crime” (o Rossio, entrada da Rua Augusta), vimos ainda chegar a coluna militar do capitão Salgueiro Maia, bem como todo o aparato do cerco feito ao Quartel do Carmo, da GNR, como se sabe.
Lá deixámos o Salgueiro Maia fazer as suas operações e fomos almoçar. Esta tarefa foi a mais difícil, porque encontrar na baixa um restaurante aberto, era coisa impossível. Lá tivemos que calcorrear outra vez a avenida da Liberdade, até próximo do Saldanha e aí encontramos um restaurante, onde pudemos saborear, ainda me lembro, umas batatas fritas, porque daí a pouco após a nossa entrada, também o proprietário do restaurante o encerrou.
E o receptor de rádio lá continuava… até que tive, durante o almoço, de o desligar. Estivemos quase uma hora sem saber nada…

A seguir: - Como foi a nossa tarde de 25 de Abril em Lisboa… depois faremos um resumo dos jornais.

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